Rio: tática do "muro do BOPE" foi usada em ação que levou à morte cerca de 120 criminosos
29 de outubro de 2025
O termo "muro do BOPE" ganhou as páginas dos jornais hoje, inclusive na imprensa internacional, após o secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Marcelo de Menezes, explicar que a polícia especializada criou uma barreira humana contra a qual os criminosos foram encurralados.
A tática recebeu elogios de analistas, apesar da letalidade da operação que ontem levou à morte cerca de 120 criminosos e 4 policiais. O número de mortes, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmado.
De acordo com a estratégia planejada e usada, uma parte dos policiais entrou nas favelas do Complexo do Alemão e do Complexo da Penha "empurrando" os criminosos para as rotas de fuga já conhecidas, especificamente matas que levavam ao alto dos morros, por onde eles costumavam fugir. No entanto, ontem no final destas rotas centenas de policias os esperavam, formando uma espécie de "muro". Sem ter para onde fugir, os criminosos atiraram contra os policiais, que revidaram.
A tática ajudou a evitar vítimas civis inocentes. "O objetivo era proteger a população e garantir a integridade física dos moradores do Alemão e da Penha. A maioria dos confrontos, ou praticamente todos, ocorreu na área de mata", disse o secretário".
O que foi o "muro do BOPE"?
O termo se refere a uma estratégia tática onde o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro utiliza veículos blindados e agentes para bloquear estrategicamente vias de acesso e saída de uma área, isolando-a.

