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Repressão a protestos em Madagascar leva à morte dezenas de pessoas

De Wikinotícias

2 de outubro de 2025

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Uma onda de protestos antigoverno em Madagascar em nove cidades, incluindo na capital, já levou à morte ao menos 22 pessoas e deixou outras dezenas de feridos. Os manifestos, que foram reprimidos violentamente, começaram há uma semana.

O desfecho violento fez com que presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, apelasse "à contenção e à calma, incentivando ao mesmo tempo o diálogo para resolver a situação", ao mesmo tempo que criticou a "destruição de atividades socioeconômicas" na capital Antananarivo.

Já o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressou "consternação com a resposta violenta das forças de segurança aos protestos". “Estou chocado e triste com os assassinatos e feridos nos protestos contra os cortes de água e energia em Madagascar”, disse Türk, pedindo que o direito à liberdade de expressão fosse respeitado.

Violência

"Protestos pacíficos começaram na capital, Antananarivo, em 25 de setembro, mas "as forças de segurança intervieram com força desnecessária", diz o texto do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, que ainda explica que houve mortes também "em violência generalizada e saques subsequentes por indivíduos e gangues não associados aos manifestantes".