Relatório final da CPI dos Grampos indicia Daniel Dantas, mas não inclui Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda, sob protestos da Opportunity e políticos

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8 de maio de 2009

Brasília, Distrito Federal, Brasil

A deputada Iriny Lopes (PT-ES) leu ontem (7) o relatório final das atividades da Comissão Parlamentar de Inquéritos das Escutas Telefônicas Clandestinas, mais conhecida como CPI dos Grampos, em que inclui o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas. Segundo ela, há indício de que Dantas teria contratado empresa de escutas telefônicas para grampear conversas durante a compra da Brasil Telecom pela Telecom Itália. O Grupo Opportunity era interessado na negociação.

Ela substituiu o deputado Nelson Pelegrino (PT-BA), até então relator, que se licenciou na última semana dos trabalhos da CPI dos Grampos para assumir a Secretaria de Justiça da Bahia.

O relatório dela será em caminhado ao Ministério Público junto com os quatro relatórios alternativos, que foram apresentados por outros deputados.

Além disso, ela manteve o indiciamento de Idalberto de Araújo, sargento da Aeronáutica que indicou Francisco Ambrósio do Nascimento, ex-servidor do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), para trabalhar com Protógenes Queiroz. Ele é acusado de vazar material sigiloso.

Protestos

Opportunity

Em nota à imprensa divulgada horas depois, o Grupo Opportunity reclamou do indiciamento do banqueiro Daniel Dantas pela CPI. Segundo o grupo, o indiciamento “é arbitrário e não tem correlação com a verdade”, servindo para “acobertar aqueles que, de fato, praticaram as alegadas ilegalidades no Brasil”.

De acordo com o Opportunity, a Kroll (empresa contratada pela Brasil Telecom) não interceptou ilegalmente a Telecom Itália. A suposta espionagem feita pela Kroll foi investigada pela Polícia Federal na operação que recebeu o nome de Operação Chacal.


Se a CPI das Escutas Telefônicas quiser apurar de onde vieram essas falsas acusações contra o senhor Daniel Dantas é conveniente examinar o processo italiano, onde existe acusação de fraude e de interceptações ilegais no Brasil. Os crimes foram praticados pelo grupo de espiões arregimentado pela Telecom Itália. O grupo de espiões arregimentado pela Telecom Itália fez o que o acusam o senhor Daniel Dantas de ter feito.
Nota do Grupo Opportunity


Em seu depoimento à CPI dos Grampos em abril deste ano, o banqueiro Daniel Dantas disse que não ordenou a instalação de grampos ilegais pela Kroll e alegou que a Operação Chacal teria sido “encomendada” pela Telecom Itália à Polícia Federal. Segundo Dantas, a empresa do setor telefônico italiano teria interesse em prejudicar a Brasil Telecom na disputa pelo setor de telefonia no Brasil. Na nota, o Opportunity acusa a Telecom Itália de ter feito interceptações telefônicas ilegais contra o banqueiro e executivos do grupo e afirma que as evidências usadas para originar a Operação Chacal “foram produtos de fraude”.

CPI

O relatório aprovado pela CPI recebeu críticas por ter deixado de fora dos pedidos de indiciamentos o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda.

“O governo tem maioria aqui e não desejaria que seus agentes públicos fossem indiciados”, disse o presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).

“Nada disso. Houve muita liberdade na negociação”, disse a relatora Iriny Lopes (PT-ES), ao negar que a CPI tivesse acabado "em pizza". “A CPI promoveu indiciamentos, procurou o Judiciário para o compartilhamento de informações, ofereceu dois projetos de lei para serem debatidos. Vai dizer que isso é pizza? Isso está muito longe de ser pizza”, completou a deputada.

A relatora apenas incluiu em seu relatório o pedido de indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, por escuta telefônica clandestina. Segundo ela, há indícios de que Dantas teria contratado empresa de escutas telefônicas para grampear conversas durante a compra da Brasil Telecom pela Telecom Itália. O grupo Opportunity era interessado na negociação.

Fontes

Na Wikipédia há um artigo sobre Operação Satiagraha.


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