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Reino Unido sediará negociações com trinta países para tentar reabrir Estreito de Ormuz

De Wikinotícias

27 de março de 2026

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Nessa quarta (25), a imprensa britânica informou que o Reino Unido e a França copresidirão uma reunião nesta semana com aproximadamente 30 países dispostos a colaborar na segurança do Estreito de Ormuz, que está bloqueado devido ao atual conflito com o Irã.

De acordo com os jornais The Times e The Guardian, a reunião de autoridades de defesa será conduzida pelo comandante do Estado-Maior britânico, Richard Knighton, e seu equivalente francês, Fabien Mandon.

As reportagens mencionam uma fonte do Ministério da Defesa britânico, que afirma que o Reino Unido sugeriu, em uma segunda fase, realizar uma conferência internacional sobre a segurança do Estreito de Ormuz em Portsmouth ou Londres.

O objetivo da conferência internacional seria formar uma coalizão de nações dedicadas a essa causa. Em resposta à ofensiva israelense-americana que começou em 28 de fevereiro, o Irã bloqueou efetivamente o Estreito de Ormuz, rota habitual de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito global.

Esses países solicitaram uma suspensão dos ataques às infraestruturas de petróleo e gás no Golfo e afirmaram estar "dispostos a contribuir" com as iniciativas de segurança no estreito. Aproximadamente 30 países, incluindo Emirados Árabes Unidos e Bahrein, apoiaram o comunicado conjunto, que foi proposto por França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão.

Richard Knighton, chefe do Estado-Maior britânico, e Fabien Mandon, seu homólogo francês, estão "cientes do papel que devem desempenhar para reunir essa coalizão e ajudar a comunidade internacional a elaborar um plano que permita a reabertura de Ormuz o mais rápido possível", declarou a fonte.

Diversos países acusam o Irã de ter instalado minas no estreito, o que pode resultar em uma operação para removê-las. Entretanto, alguns países, como França, Itália e Alemanha, alertam que nenhuma operação pode ser realizada no atual cenário de ataques na região.

Fontes