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Reino Unido se indigna com falas de Trump sobre papel de países da OTAN no Afeganistão

De Wikinotícias

23 de janeiro de 2026

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Nessa sexta (23), o Reino Unido reagiu com indignação às declarações de Donald Trump de que os aliados da OTAN teriam "ficado um pouco afastados das linhas de frente" no Afeganistão. O primeiro-ministro Keir Starmer as considerou "insultantes".

Durante uma entrevista à Fox News na quinta-feira, Trump criticou a atuação dos demais países-membros da OTAN, alegando que os Estados Unidos "nunca precisaram deles".

"Eles vão dizer que enviaram tropas ao Afeganistão, e isso é verdade, mas ficaram um pouco à margem, um pouco longe das linhas de frente", afirmou, referindo-se à intervenção de uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para expulsar a Al-Qaeda de seus redutos após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Starmer não hesitou em responder de forma contundente. "Considero que as palavras do presidente Trump são insultantes e, francamente, deploráveis, e não me surpreende que tenham causado tanta dor aos entes queridos daqueles que morreram ou ficaram feridos", declarou Starmer às emissoras de televisão britânicas.

O primeiro-ministro trabalhista afirmou que pediria desculpas caso tivesse feito as declarações ditas por Trump. Um porta-voz de Starmer havia declarado que o presidente americano anteriormente, que "está errado ao minimizar o papel desempenhado pelas tropas da OTAN, em particular pelas Forças Armadas britânicas".

"Nunca precisamos deles, nunca realmente pedimos nada a eles. Sabe, eles dizem que enviaram algumas tropas para o Afeganistão, ou isso ou aquilo, e enviaram, mas ficaram um pouco para trás, um pouco fora da linha de frente", acrescentou.

De acordo com o Artigo 5º do tratado fundador da OTAN, um ataque a um membro da aliança requer a defesa de todos os demais membros. A única ocasião em que este Artigo foi acionado foi durante a missão da OTAN no Afeganistão — uma ação realizada pelos Estados Unidos.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos declara que aproximadamente 2.460 soldados americanos perderam a vida no Afeganistão. Ademais, 457 soldados britânicos, mais de 150 canadenses, 90 franceses, 62 alemães e 44 dinamarqueses também perderam a vida. Esse último número está entre os mais elevados em termos de mortes per capita na OTAN.

Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, descreveu as declarações do presidente como "insultuosas e francamente deploráveis".