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Reino Unido reúne 40 países para cobrar reabertura de Ormuz e acusa Irã de 'manter economia refém'

De Wikinotícias

3 de abril de 2026

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Nessa quinta (2), o Irã foi acusado pelo Reino Unido de manter a economia global como "refém", enquanto diplomatas de mais de quarenta nações se reuniam para debater maneiras de reabrir o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima impactada pelo conflito no Oriente Médio.

A coalizão exige a reabertura imediata e sem condições do Estreito, segundo a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper.

De acordo com ela, os países concordaram em considerar medidas econômicas e políticas, como sanções contra Teerã, devido ao que chamou de "imprudência" ao bloquear uma rota que impacta vários países não envolvidos no conflito. Os diplomatas europeus afirmam que a prioridade no momento é identificar quais países estão prontos para criar uma coalizão a favor da reabertura.

"Vimos ‌o Irã sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém", afirmou Cooper na abertura do discurso, que foi transmitido à imprensa antes do restante da reunião, que ocorreu a portas fechadas.

As discussões aconteceram após Trump afirmar na noite de quarta-feira que o Estreito poderia se abrir "naturalmente" e que era dever dos países que dependem da hidrovia assegurar que ela permanecesse aberta.

Apesar de a reunião não ter chegado a um acordo específico, ficou claro que o Irã não deveria impor taxas de trânsito sobre os navios que utilizam a hidrovia e que todas as nações deveriam ter o direito de usá-la livremente.

Os Estados Unidos não estiveram presentes na reunião virtual. A ausência aconteceu depois que o presidente Donald Trump afirmou que assegurar a segurança da rota marítima não é uma responsabilidade dos Estados Unidos.

Fontes