Reino Unido quer permitir que sites rejeitem a IA do Google
28 de janeiro de 2026
Nessa quarta (28), a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) sugeriu que os sites tenham a opção de não permitir que seu conteúdo seja utilizado no recurso "Visão geral criada por IA" do Google, que produz resumos de pesquisas de usuários por meio de inteligência artificial.
Essa proposta, atualmente disponível para consulta pública, foi elaborada após o Google ter sido classificado como um "ator estratégico no mercado" de buscas online em outubro do ano passado, em razão do domínio de seu mecanismo de busca, o que o torna sujeito a regulamentações mais severas.
Os editores de sites, especialmente os veículos de mídia, criticam a inteligência artificial por utilizar seu conteúdo para treinar seus algoritmos sem compensá-los.
Eles também alegam que os resumos de busca gerados por IA desestimulam os usuários a visitar suas páginas originais, o que diminui o tráfego e a receita publicitária.
Em resposta, o Google declarou que já está "explorando atualizações em seus controles para permitir que os sites optem especificamente por não participar dos recursos de IA generativa de pesquisa".
O Google, que responde por mais de 90% das buscas na internet no Reino Unido, é a primeira empresa de tecnologia a se submeter às exigências de conduta sob os novos poderes da Lei de Mercados Digitais, Concorrência e Consumidores de 2024.
As propostas estão disponíveis para consulta pública até o dia 25 de fevereiro, data em que será tomada uma decisão final.
Sarah Cardell, diretora executiva da CMA, declarou que as propostas "darão às empresas e aos consumidores do Reino Unido mais opções e controle sobre como interagem com os serviços de busca do Google".
Fontes
- ((pt)) Reino Unido quer permitir que sites rejeitem a IA do Google — Universo Online, 28 de janeiro de 2026
- ((en)) Google 'exploring updates' to let publishers opt out of AI Overviews — pressgazette.co.uk, 28 de janeiro de 2026


