Reino Unido aceita que Estados Unidos usem bases britânicas para atacar instalações de mísseis iranianas
2 de março de 2026
Nesse domingo (1), o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que concordou com o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos para realizar ataques "defensivos" com o objetivo de eliminar mísseis e lançadores de mísseis iranianos.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o líder trabalhista declarou que seu país não estará envolvido em ataques ofensivos.
"O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região", afirmou o primeiro-ministro. Starmer afirmou que a decisão do Reino Unido de não se envolver nos ataques ao Irã foi intencional, pois o país acredita que "a melhor maneira de avançar para a região e para o mundo é uma solução negociada".
Em uma declaração conjunta divulgada no domingo, Alemanha, França e Reino Unido afirmaram estar prontos para tomar medidas defensivas contra o Irã a fim de proteger seus interesses e os de seus aliados no Golfo.
Starmer enfatizou que o Reino Unido não está participando dos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã e que não tem intenção de intervir. No entanto, ele destacou que as retaliações iranianas têm afetado alvos civis em países aliados, colocando em risco os cidadãos britânicos que residem na área, e afirmou que "nossos parceiros no Golfo pediram que fizéssemos mais para defendê-los, e é meu dever proteger vidas britânicas".
Além de Israel, as retaliações do Irã afetaram alvos na Jordânia, Kuwait, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã. Starmer informou que as forças armadas britânicas já estão com "jatos no ar como parte de operações defensivas que interceptaram com sucesso ataques iranianos".
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Reino Unido aceita que EUA usem bases britânicas para atacar instalações de mísseis iranianas — G1, 1 de março de 2026
- ((pt)) Reino Unido deixa EUA usarem suas bases para atacar instalações de mísseis no Irã — R7, 2 de março de 2026


