Rebeldes do Iêmen prometem vingança após morte de seu 'primeiro-ministro' em bombardeios israelenses
30 de agosto de 2025
Nessa sábado (30), os rebeldes hutis do Iêmen ameaçaram retaliar após a morte de seu "primeiro-ministro" e de diversos integrantes de seu gabinete nos ataques aéreos realizados por Israel na quinta-feira contra a capital.
Os rebeldes, com o apoio do Irã, dominam vastas áreas do país — que vem enfrentando uma guerra civil desde 2014 — incluindo a capital, Saná, onde estabeleceram suas instituições governamentais.
Aden, a principal cidade do sul, abriga o governo iemenita reconhecido internacionalmente.
Neste sábado, os rebeldes divulgaram um comunicado em seu canal Al Masirah, confirmando a morte de Ahmad Ghaleb al Rahwi, "chefe do governo", e de "vários de seus ministros, no ataque perpetrado na quinta-feira pelo inimigo israelense enquanto se encontravam reunidos em Saná".
Esse é o mais importante líder político dos huthis a ser eliminado pelos ataques israelenses desde o começo do conflito na Faixa de Gaza.
Na rede Telegram, Mehdi al-Machat, líder do conselho político dos huthis, afirmou em um vídeo: "Prometemos a Deus, ao querido povo iemenita e às famílias dos mártires e feridos que nos vingaremos".
Os rebeldes divulgaram um comunicado no qual nomearam Mohammed Ahmad Mouftah como primeiro-ministro interino.
O grupo islamista palestino Hamas lamentou a morte do primeiro-ministro, qualificando o ataque israelense como "um crime terrível" e uma "flagrante violação da soberania de um Estado árabe".
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Rebeldes do Iêmen prometem vingança após morte de seu 'primeiro-ministro' em bombardeios israelenses — Universo Online, 30 de agosto de 2025
- ((pt)) Huthis do Iémen prometem vingar a morte do primeiro-ministro em ataque de Israel — RTP, 30 de agosto de 2025

