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Raro ciclone tropical se forma perto da Malásia e mata 300 pessoas

De Wikinotícias

29 de novembro de 2025

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Trajetória do Senyar

Um ciclone tropical que começou a se formar perto da costa oeste da Malásia, seguiu rumo oeste pelo Estreito de Malaca e tocou terra perto de Kuala Simpang, Aceh, na Indonésia, fez uma curva para sudeste voltando ao Estreito perto de Medan e aterrando, dias depois, perto de Sekinchan, Malásia, país que atravessou, desembocando no leste do Oceano Índico perto de Kuantan, deixou cerca de 300 mortos nos dois países. A contagem oficial está em pouco mais de 220 fatalidades, mas há dezenas de desaparecidos.

O sistema atingiu ventos constantes de 85 km/h com rajadas de mais de 100. Chuvas fortes de 250 mm em poucas horas provocaram enchentes repentinas e deslizamentos de terra em Aceh, Sumatra do Norte e Sumatra Ocidental.

Andri Ramdhani, meteorologista do Escritório da Indonésia, disse que "fenômenos como o ciclone tropical Senyar são relativamente raros nas águas do Estreito de Malaca, especialmente se atingirem terra".

"O surgimento do ciclone tropical Senyar no Estreito de Malaca em 26 de novembro de 2025 atraiu significativa atenção das comunidades em Aceh e no norte de Sumatra!", reportaram cientistas do Centro de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas (RCCC), enfatizando a "localização incomum onde se desenvolveu - muito próximo ao equador, uma região que por muito tempo foi considerada praticamente imune a ciclones tropicais".

Senyar, que é o primeiro no Estreito de Malaca há vários anos, foi nomeado conforme a lista anual oficial de nomes de ciclones tropicais do grupo dos países do norte do Oceano Índico e em árabe significa "leão". É também conhecido como tempestade ciclônica Senyar ou Depressão Tropical no Oceano Pacífico, para onde se dirigiu.

Mudanças climáticas

Meteorologistas foram unânimes em apontar que o aquecimento global pode estar por trás de eventos cada vez mais extremos onde estes não aconteciam. "O aumento da temperatura global da superfície do mar, associado às mudanças climáticas, pode estar expandindo as zonas de formação de ciclones tropicais em direção a latitudes mais equatoriais. Nesse contexto, a intensidade e a distribuição da formação de ciclones podem mudar nos próximos anos", escreveram os cientistas do do RCCC.