Ir para o conteúdo

Rússia pede 'prudência' com retórica nuclear após envio de submarinos por Trump

De Wikinotícias

4 de agosto de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Nessa segunda (4), o Kremlin pediu uma demonstração de "grande prudência" em relação às ameaças nucleares. Isso ocorreu após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na sexta-feira o envio de dois submarinos em resposta às declarações do ex-presidente russo Dmitri Medvedev.

Durante uma coletiva de imprensa, Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa, afirmou que "acreditamos que todos devem ser muito prudentes em suas declarações sobre o tema nuclear".

Peskov minimizou o envio dos dois submarinos por Trump, ressaltando que os submarinos de guerra americanos "já estão em serviço" de forma permanente. Ele também afirmou que a Rússia não interpretou a ação como uma escalada nas tensões nucleares com os Estados Unidos. "Não desejamos ser arrastados para uma polêmica desse tipo", acrescentou. Embora tenha pedido cautela, Peskov evitou responder se o Kremlin teria solicitado maior moderação a Medvedev.

Na sexta-feira, após uma troca de ameaças com Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e figura provocadora do governo russo, Trump declarou o envio de submarinos nucleares para "regiões apropriadas". Medvedev, ex-presidente da Rússia. O presidente dos Estados Unidos não detalhou o destino dos submarinos nem esclareceu se eram submarinos nucleares ou equipados com ogivas atômicas. A Marinha dos Estados Unidos possui 71 submarinos de propulsão nuclear, dos quais 14 estão armados com mísseis balísticos nucleares.

Dmitry Peskov não esclareceu se se referia a submarinos com propulsão nuclear ou armados com armas nucleares, nem indicou os locais de implantação, que são mantidos em sigilo pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. "Neste caso, é óbvio que os submarinos americanos já estão em serviço de combate. Este é um processo em andamento", disse Peskov, e que "mas, em geral, é claro, não gostaríamos de nos envolver em tal controvérsia e não gostaríamos de comentar sobre isso de forma alguma. E é claro que acreditamos que todos devem ter muito, muito cuidado com a retórica nuclear".

Quando perguntado se o Kremlin havia tentado avisar Medvedev, atual vice-presidente do Conselho Nacional de Segurança russo, a moderar o discurso durante a guerra verbal online com Trump, ele não deu uma resposta clara. "Veja bem, em cada país, os membros da liderança têm diferentes pontos de vista sobre os eventos que estão ocorrendo, diferentes atitudes. Há pessoas muito, muito inflexíveis nos Estados Unidos e em países europeus, então isso sempre acontece. Mas o principal, claro, é a posição do presidente (Vladimir) Putin", disse minimizando.