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Rússia mobilizou 170 mil soldados em Donetsk, diz Zelensky

De Wikinotícias

1 de novembro de 2025

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Nessa sexta (31), de acordo com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), a Rússia enviou aproximadamente 170 mil tropas para a região de Donetsk, no leste da Ucrânia, como parte de uma ofensiva para tomar a cidade de Pokrovsk. Ele declarou que as forças russas estão tentando superar as defesas locais após mais de um ano de intensos combates.

"A situação em Pokrovsk é difícil", afirmou o presidente. No entanto, ele negou que a cidade esteja totalmente cercada, como alega Moscou. "Há russos em Pokrovsk. Eles estão sendo destruídos, gradualmente destruídos, porque precisamos preservar nosso pessoal", afirmou em entrevista a jornalistas em Kiev. As informações foram divulgadas pela Euronews.

Zelensky admitiu que as forças russas conseguiram entrar na cidade, porém garantiu que os defensores ucranianos estão resistindo. Desde o começo da invasão em grande escala, há quase quatro anos, o Exército Ucraniano recuou de certas regiões para minimizar perdas humanas. No momento, enfrenta uma escassez de tropas em relação ao maior contingente da Rússia.

Vladimir Putin (independente), presidente da Rússia, afirmou recentemente que as forças russas estão fazendo "avanços significativos" no campo de batalha, apesar de o Kremlin admitir que o progresso é lento e oneroso em termos de vidas e recursos. Putin também busca persuadir os Estados Unidos de que a Ucrânia não consegue resistir à supremacia militar russa, enfatizando a modernização do arsenal nuclear do país.

Situada na contestada área de Donetsk, Pokrovsk é um ponto de interseção entre rodovias e ferrovias, desempenhando um papel crucial nas rotas de abastecimento de Kiev no front leste. Apesar de o Exército russo ter chegado aos arredores da cidade ainda em 2024, as primeiras operações só ocorreram neste ano. As invasões, que antes eram isoladas, atingiram um novo nível no domingo, dia 26, quando tropas de infantaria conseguiram romper as linhas de defesa da Ucrânia e avançaram em direção à localidade.

Ao mesmo tempo, o conflito tem se tornado cada vez mais devastador para os civis. Em 2025, a ONU registrou um crescimento de 30% nos óbitos e ferimentos de civis em relação ao ano anterior. Ataques com drones russos atingiram áreas residenciais em Sumy, ferindo 11 pessoas, incluindo quatro crianças. Além disso, as instalações de energia na região sul de Odessa foram danificadas. Com a chegada de um inverno mais severo e o sistema energético da Ucrânia sendo atacado continuamente, o perigo de uma crise humanitária aumenta.

"O bombardeio contínuo de instalações de energia, às vésperas do inverno, é uma forma de terror que ameaça milhões de pessoas", advertiu Matthias Schmale, coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, que caracterizou o conflito como uma "guerra cada vez mais prolongada e sem sinais de fim".