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Rússia intensifica ataques e tenta paralisar rede ferroviária da Ucrânia

De Wikinotícias

14 de março de 2026

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Trem em Konotop (região de Sumy) após um ataque de drone russo em 9 de fevereiro

No domingo passado, um drone russo atacou um trem civil que levava 200 passageiros de Kiev a Sumy. Não houve feridos, porém a locomotiva sofreu danos e precisou ser substituída antes que os passageiros pudessem retomar a viagem.

Ukrzaliznytsia, a companhia ferroviária pública da Ucrânia, informou que locomotivas, vagões de carga e equipamentos de manutenção ferroviária vêm sendo atacados com mais frequência desde o começo de março. Além disso, a empresa notou um aumento na frequência de ataques a pontes e pátios ferroviários.

Pavlo Narozhnyi, especialista militar, declarou à DW que os ataques não são casos isolados, mas componentes de uma estratégia mais abrangente para atacar as rotas de abastecimento logístico, exportação e militar. Segundo ele, os ataques tinham como objetivo destruir locomotivas para retardar a economia ucraniana e dificultar o deslocamento de tropas para a linha de frente.

"A guerra exige quantidades incríveis de combustível, munição e equipamentos", afirmou Narozhnyi, e que "tudo isso precisa ser transportado. Você pode usar estradas, mas isso é muito caro e não faz sentido financeiramente. É por isso que a maior parte do equipamento militar é transportada por ferrovias".

Narozhnyi declarou que os pilotos de drones russos monitorariam certas linhas ferroviárias, aguardariam a chegada de um trem e, então, direcionariam seus ataques à locomotiva — não apenas a parte mais valiosa do trem, mas também um componente fundamental e raro.

Isso não implica que os vagões de passageiros estejam protegidos. "Eles atacarão qualquer trem", afirmou Narozhnyi, e que "se encontrarem um, atirarão".