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Rússia está preparada para expandir laços com Irã em todas as áreas, diz Kremlin

De Wikinotícias

20 de outubro de 2025

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Nessa segunda (20), o Kremlin anunciou que a Rússia está pronta para aumentar a colaboração com o Irã em todos os setores.

Moscou mantém laços próximos com Teerã e repudiou os ataques dos Estados Unidos e de Israel às instalações nucleares iranianas no começo deste ano, realizados com o objetivo declarado de impedir que Teerã desenvolva uma bomba nuclear. O Irã rejeita a ideia de buscar uma arma nuclear.

Quando questionado pelos repórteres sobre como a Rússia percebia o progresso dos acontecimentos relacionados ao programa nuclear iraniano e se Moscou fortaleceria suas relações com Teerã, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu: "A Rússia está definitivamente pronta para expandir a cooperação com o Irã em todas as áreas. O Irã é nosso parceiro e nossas relações estão se desenvolvendo de forma muito dinâmica".

Um representante do presidente russo, Vladimir Putin, deve encontrar-se com Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, nesta segunda-feira. Isso ocorre menos de uma semana após Larijani ter se encontrado com o líder do Kremlin e lhe entregue uma mensagem do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

Em janeiro, Putin e seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, firmaram um acordo de cooperação estratégica, apesar de o pacto não incluir uma cláusula de defesa mútua. Moscou declara que está fornecendo legalmente equipamentos militares a Teerã, ao passo que o Irã disponibilizou drones à Rússia para serem utilizados no conflito ucraniano.

A crescente colaboração entre Moscou e Teerã destaca a sintonia entre os dois países diante das sanções ocidentais, incluindo cooperação militar, energética e política. A Rússia tem recorrido ao Irã em busca de suporte militar, incluindo drones empregados na Ucrânia, além de comercializar armas com Teerã. Ao mesmo tempo, sua empresa nuclear estatal, Rosatom, está erguendo usinas nucleares na República Islâmica.

A aliança aumenta a presença russa no Oriente Médio e concede ao Irã benefícios em meio ao seu isolamento global, gerando receios de que uma maior proximidade possa comprometer os esforços para restringir o programa nuclear iraniano e desestabilizar os equilíbrios de poder na região.

Fontes