Rússia elogia e diz que concorda com estratégia de segurança dos Estados Unidos
7 de dezembro de 2025
Nesse domingo (7), a Rússia apoiou a recente estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos, fundamentada na perspectiva nacionalista do presidente Donald Trump, afirmando que ela está "globalmente em conformidade" com a visão de mundo de Moscou.
"Os ajustes que observamos, eu diria, estão globalmente em conformidade com a nossa visão", afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, em entrevista à televisão pública Rossia, ao se referir ao documento divulgado na sexta-feira (5).
Peskov expressou a esperança de que a nova estratégia dos Estados Unidos "possa constituir uma garantia modesta para a capacidade de continuar de forma construtiva o trabalho conjunto para encontrar uma solução pacífica na Ucrânia".
A estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos é alterada no documento divulgado pelo governo Trump. O texto aborda o "desaparecimento da civilização europeia" e defende a batalha contra as "migrações em massa" e a recuperação do "predomínio dos Estados Unidos na América Latina".
Também afirma que a OTAN, a aliança militar comandada por Washington, não será expandida, frustrando as expectativas do governo ucraniano de Volodymyr Zelensky, que busca negociar a paz, até agora imposta por Moscou.
As declarações foram feitas após a divulgação, na sexta-feira, de um documento da Casa Branca que critica a União Europeia e alerta que a Europa corre o risco de "apagamento civilizacional". O documento também expressa o interesse dos Estados Unidos em melhorar suas relações com a Rússia.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, comemorou os indícios de que o governo Trump estava "a favor do diálogo e da construção de boas relações". No entanto, ele alertou que o alegado "Estado profundo" americano poderia tentar minar a visão de Trump.
Isso acontece em um momento em que os esforços da Casa Branca para ratificar um acordo de paz na Ucrânia chegam a uma etapa decisiva. As autoridades dos Estados Unidos afirmam estar na etapa final das negociações, porém há poucas evidências de que a Ucrânia ou a Rússia estejam prontas para assinar o acordo preliminar elaborado pela equipe de negociação de Trump.
Na próxima segunda-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estará em Downing Street para um encontro com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Após três dias de negociações com uma delegação ucraniana na Flórida, Zelensky declarou ter realizado uma "conversa telefônica substancial" com autoridades dos Estados Unidos na noite de sábado. As reuniões aconteceram depois da visita a Moscou dos representantes de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, no começo da semana. Uma fonte informou ao Axios que a ligação foi "difícil" e teve duração de duas horas.
Zelensky publicou nas redes sociais que "a Ucrânia está determinada a continuar trabalhando de boa fé com o lado americano para alcançar a paz de verdade". Ele afirmou que os dois lados debateram "pontos-chave que poderiam garantir o fim do derramamento de sangue e eliminar a ameaça de uma nova invasão russa em grande escala".
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Rússia elogia e diz que concorda com estratégia de segurança dos EUA — Folha de São Paulo, 7 de dezembro de 2025
- ((en)) Kremlin hails Trump’s national security strategy as aligned with Russia’s vision — The Guardian, 7 de dezembro de 2025

