Rússia diz que tropas estrangeiras na Ucrânia serão "alvos legítimos"
8 de janeiro de 2026
Nessa quinta (8), a Rússia afirmou que qualquer tropa enviada à Ucrânia por governos ocidentais seria "alvo legítimo de combate". Essa declaração ocorreu após Reino Unido e França anunciarem planos de enviar uma força multinacional ao país caso houvesse cessar-fogo.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou um comunicado afirmando que as "declarações militaristas" de uma coalizão de governos ocidentais favoráveis à Ucrânia estão se tornando progressivamente mais arriscadas.
Moscou reagiu pela primeira vez a um encontro da "coalizão dos dispostos" ocorrido em Paris na terça-feira (6), evento no qual Reino Unido e França firmaram uma declaração de intenções a respeito do envio futuro de tropas.
O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que isso poderia implicar o envio de milhares de tropas francesas.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a ação pave o caminho para uma estrutura legal que permita que "forças britânicas, francesas e de países parceiros operem em território ucraniano, garantindo a segurança do espaço aéreo e marítimo da Ucrânia e regenerando as forças armadas ucranianas para o futuro".
Nas últimas semanas, a Rússia tem aumentado os ataques à infraestrutura da Ucrânia, especialmente às instalações de energia, com o objetivo de cortar o fornecimento de eletricidade no auge do inverno europeu. Com a previsão de temperaturas caindo até 20 graus negativos, as autoridades de Kiev pediram que os cidadãos estocassem água, roupas quentes e baterias.
"Só conseguiremos chegar a um acordo de paz se (Vladimir) Putin estiver disposto a fazer concessões", afirmou Starmer a respeito do presidente russo, e que "apesar de todas as palavras da Rússia, ele não está demonstrando que está pronto para a paz".
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Rússia diz que tropas estrangeiras na Ucrânia serão "alvos legítimos" — CNN Brasil, 8 de janeiro de 2026
- ((pt)) Rússia alerta que militares europeus na Ucrânia serão ‘alvos legítimos’ — Veja, 8 de janeiro de 2026

