Rússia diz que avalia "sua própria segurança" diante da ideia de implantação militar na Venezuela

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17 de janeiro de 2022

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O governo russo disse na segunda-feira que está avaliando "como garantir sua própria segurança", poucos dias depois que um de seus principais porta-vozes da política externa não descartou uma implantação militar em Cuba e Venezuela, em meio a crescentes tensões com os Estados Unidos e a OTAN sobre o conflito fronteiriço na Ucrânia.

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, disse a repórteres que o Kremlin está avaliando diferentes "variantes" para garantir os interesses da Rússia diante do que considera uma ameaça potencial em suas fronteiras.

“No contexto da situação atual, a Rússia está, sem dúvida, pensando em como garantir sua própria segurança”, disse o porta-voz do Kremlin, perguntado na segunda-feira sobre a possibilidade de implantar infraestrutura militar russa em alguns de seus países aliados na América Latina, como Cuba e Venezuela.

“Em relação à América Latina, não podemos esquecer que estamos falando de países soberanos”, acrescentou Peskov. Seus comentários vêm depois que o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergey Ryabkov, disse que não queria “confirmar ou descartar nada” sobre um possível destacamento militar russo em Cuba e na Venezuela.

“No estilo americano, a opcionalidade da política externa e militar é a pedra angular para garantir a poderosa influência daquele país ... depende das ações dos colegas americanos”, disse Ryabkov à RTVI.

Os Estados Unidos acusam a Rússia de reunir pelo menos 100.000 de suas tropas na fronteira com a Ucrânia e de buscar “um pretexto” para justificar uma invasão. O Kremlin, por sua vez, observa que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) busca expandir seu leque de ação e insiste que retire suas tropas de qualquer país que compartilhe fronteiras com a Rússia.

O conflito provocou temores de um confronto armado na Europa Oriental após negociações fracassadas entre a OTAN, os porta-vozes russos e americanos em Genebra na última semana. Foi nesse contexto que o delegado russo para esse diálogo não descartou a ideia de um destacamento militar de seu país em países próximos aos Estados Unidos, como Cuba e Venezuela.

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