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Rússia condena ataque israelense ao Catar e diz que é "violação grave" da Carta da ONU

De Wikinotícias

10 de setembro de 2025

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Nessa quarta (10), a Rússia repudiou um ataque israelense contra integrantes do Hamas em Doha, capital do Catar, e solicitou que todos os envolvidos evitem ações que possam intensificar ainda mais o conflito entre Israel e Palestina.

"A Rússia considera esse incidente uma violação grosseira do direito internacional e da Carta da ONU, uma invasão da soberania e da integridade territorial de um Estado independente e um passo que leva a uma nova escalada e desestabilização da situação no Oriente Médio", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em uma declaração, e disse que "tais métodos de combate àqueles que Israel considera seus inimigos e oponentes merecem a mais forte condenação".

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou estar "muito descontente com todos os aspectos" do ataque israelense e prometeu fazer uma declaração completa sobre o tema na quarta-feira.

O Hamas declarou que seis indivíduos foram mortos nos ataques, entre eles um assessor e um filho adulto de seu principal negociador, Khalil al-Hayya, bem como três guarda-costas e um oficial de segurança do Catar. Contudo, o grupo militante declarou que seus principais líderes sobreviveram, ressaltando "a incapacidade do inimigo de assassinar nossos irmãos na delegação de negociação".

O Catar declarou que os ataques visaram as residências de diversos integrantes do gabinete político do Hamas que vivem no país do Golfo. O primeiro-ministro do Catar declarou que seu país se reserva o direito de reagir ao ataque israelense, o qual, segundo ele, representa um "momento crucial" para a região.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia fez um apelo para "todas as partes envolvidas a agirem com responsabilidade e a se absterem de medidas que possam degradar ainda mais a situação na zona do conflito palestino-israelense e complicar uma solução política".

A Casa Branca declarou que o presidente americano, Donald Trump, não apoiava a decisão de Israel de realizar ações militares na terça-feira e que havia previamente notificado o Catar sobre os ataques. As autoridades de Doha refutaram essa afirmação, alegando que não receberam nenhum aviso prévio.

O Catar, em conjunto com os Estados Unidos e Egito, conduziu várias iniciativas para acabar com a devastadora guerra em Gaza, que Israel iniciou em resposta a um ataque do Hamas em outubro de 2023, resultando na morte de mais de 1.000 israelenses. O Ministério da Saúde local informou que mais de 64.000 palestinos perderam a vida desde o início do conflito.