Rússia anuncia negociação trilateral com Ucrânia e Estados Unidos em Genebra, após novo bombardeio massivo
13 de fevereiro de 2026
Nessa sexta (13), o Kremlin informou que uma nova série de negociações com representantes dos Estados Unidos e da Ucrânia está agendada para a semana seguinte. O conflito no Leste Europeu está prestes a completar quatro anos, e a intensa atividade na linha de frente tem causado mortes quase diárias e danos à infraestrutura, deixando milhares de pessoas expostas ao frio intenso. Um ataque aéreo russo ocorrido entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira resultou na morte de pelo menos seis pessoas.
"A próxima rodada de negociações sobre a solução para o conflito ucraniano será realizada no mesmo formato trilateral Rússia-Estados Unidos-Ucrânia, nos dias 17 e 18 de fevereiro, em Genebra", declarou Dmitri Peskov, principal porta-voz da Presidência russa, apontando que deve manter o mesmo modelo das rodadas diplomáticas realizadas em Abu Dhabi. As negociações no Oriente Médio não avançaram até um acordo, com a cessão de território pela Ucrânia e o envio de tropas de segurança para Kiev — algo que Moscou rejeita — sendo indicados como os principais obstáculos para as conversas em andamento.
A guerra continua causando perdas humanas e danos à infraestrutura enquanto não houver um acordo diplomático. Os bombardeios russos resultaram na morte de seis pessoas no país e causaram danos a uma central energética em Odessa, cidade portuária ucraniana. A Força Aérea de Kiev informou que o ataque envolveu um míssil e 154 drones.
As vítimas civis vêm de várias partes da Ucrânia. Na cidade de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, três homens e uma criança perderam a vida. Além disso, um homem de 48 anos faleceu em Zaporíjia, no sul do país, quando um drone atingiu um prédio residencial. Os prejuízos mais significativos foram registrados em Odessa, também localizada ao sul, onde as autoridades informaram sobre a morte de um civil e danos a instalações portuárias e de energia.
Os Estados Unidos, que desde o retorno do presidente Donald Trump têm utilizado uma estratégia de pressão, principalmente sobre Kiev, para encerrar o conflito, estão intermediando — e até impondo em certa medida — as negociações diplomáticas. Washington, anteriormente um defensor fervoroso da campanha militar na Ucrânia, ameaçou abandonar os aliados do Leste Europeu se eles não se envolvessem nas negociações. Essa postura gerou repulsa entre os membros europeus da OTAN, que continuam a apoiar uma robusta defesa coletiva contra a agressão russa.
Três fontes com conhecimento do assunto informaram à agência de notícias Reuters que autoridades dos Estados Unidos sugeriram uma reunião trilateral para os dias 16 e 17, segunda e terça-feira, em Miami.
As negociações anteriores aconteceram em Abu Dhabi. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, confirmou que as autoridades de Moscou e Washington têm conversado sobre a cooperação econômica e o comércio bilateral.
Peskov declarou que Moscou aguarda a continuidade do diálogo, porém considera pouco provável que essas conversas progridam antes da resolução do conflito na Ucrânia.
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Rússia anuncia negociação trilateral com Ucrânia e EUA em Genebra, após novo bombardeio massivo — O Globo, 13 de fevereiro de 2026
- ((pt)) Rússia diz que próximas negociações sobre a Ucrânia serão semana que vem — CNN Brasil, 13 de fevereiro de 2026


