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Rússia ajudou Irã a localizar alvos dos Estados Unidos atacados no Oriente Médio, diz jornal

De Wikinotícias

7 de março de 2026

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Nessa sexta (6), de acordo com o jornal americano "The Washington Post", a Rússia está auxiliando o Irã a identificar alvos dos Estados Unidos no Oriente Médio para ataques aéreos durante o conflito.

De acordo com três fontes consultadas pelo jornal, desde o começo do conflito, a Rússia tem fornecido ao Irã as posições de ativos militares americanos na área, incluindo aeronaves e navios de guerra.

O conflito teve início no sábado (28) após os Estados Unidos e Israel realizarem bombardeios no Irã, que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e de outros integrantes de alto escalão das forças armadas e do governo de Teerã. Desde esse acontecimento, o Irã tem realizado ataques de retaliação contra instalações militares e bases dos Estados Unidos no Oriente Médio.

A Rússia é um dos principais aliados do Irã, e a confirmação de que Moscou tem fornecido ao regime iraniano informações para auxiliar nos ataques retaliatórios contra as forças dos Estados Unidos demonstra o envolvimento russo no conflito, ainda que de forma indireta. O Kremlin tem oficialmente condenado os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

Desde o começo do conflito, o governo russo estaria fornecendo ao Irã informações sobre a posição de recursos militares dos Estados Unidos, incluindo navios de guerra e aeronaves. Três autoridades com conhecimento dos serviços de inteligência relataram, sob condição de anonimato, a participação indireta da Rússia no conflito.

"Parece ser um esforço bastante abrangente", afirmou um deles. Ainda não se sabe qual é o alcance do suporte russo ao Irã. Ainda assim, este parece ser o primeiro registro de que um outro grande rival dos Estados Unidos possa estar participando, ainda que indiretamente, do conflito.

Especialistas indicam que as retaliações do Irã apresentaram um "alto nível de sofisticação". Nicole Grajewski, pesquisadora da cooperação entre Irã e Rússia no Centro Belfer da Escola Kennedy de Harvard, avaliou ao Post que a especialização se manifestou tanto nos alvos selecionados por Teerã quanto na habilidade de superar as defesas dos Estados Unidos e de seus aliados.

A embaixada russa em Washington, a CIA e o Pentágono não fizeram comentários à mídia americana. Ao ser indagado nesta semana sobre sua mensagem para a Rússia e a China, que são dois dos principais apoiadores do Irã, o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que não tinha nada a declarar, acrescentando que "eles não são realmente um fator aqui".