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Putin diz que Rússia planeja cortar gastos militares a partir do próximo ano

De Wikinotícias

27 de junho de 2025

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Nessa sexta (27), o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia pretende reduzir seus gastos militares a partir do próximo ano, em contraposição ao plano da OTAN de elevar os investimentos em defesa na próxima década.

Na quarta-feira, os aliados da OTAN concordaram em elevar sua meta de gastos conjuntos para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos dez anos, citando o que consideram uma ameaça de longo prazo representada pela Rússia e a necessidade de reforçar a resistência civil e militar.

Em sua primeira resposta a essa ação, Putin afirmou em uma coletiva de imprensa em Minsk que os gastos da OTAN seriam direcionados a "compras dos EUA e ao apoio ao seu complexo militar-industrial", ressaltando que isso era uma questão da OTAN, não da Rússia. "Mas agora, aqui está o mais importante. Estamos planejando reduzir os gastos com defesa. Para nós, no próximo ano e no ano seguinte, no próximo período de três anos, estamos planejando isso", afirmou ele.

Nessas declarações, o líder russo afirmou que "a Europa está a pensar em como aumentar as despesas" com a defesa. "Então, quem se prepara para algum tipo de ação agressiva? Nós ou eles?", reiterou Putin, ao afirmar que a Rússia deseja encerrar o conflito na Ucrânia "com um resultado que convenha" ao país. "Contamos com isso [que os gastos cubram]. É precisamente com isso que contamos, e não com planos agressivos em relação à Europa e aos países da OTAN. Nós planeamos reduzir os gastos, e eles planeiam aumentá-los", reiterou.

Em contrapartida, ficou convencido de que o crescimento dos gastos militares "não irá melhorar a situação da segurança" na Europa, mas terá um efeito negativo em sua economia. "Nós, pelo menos, gastamos biliões (de rublos) principalmente para apoiar a nossa indústria militar (...) e eles [os países europeus] vão gastar os seus 5% na compra [de armamento] nos Estados Unidos e no apoio ao seu complexo militar-industrial. Mas isso é assunto deles", enfatizou.

Putin reiterou enfaticamente que a Rússia "não é agressiva" e expressou surpresa ao constatar que, no Ocidente, se discute ao mesmo tempo a grave situação econômica russa e os supostos planos de atacar a OTAN. "Isso parece lógico?", continuou o governante. Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, também minimizou a relevância do acordo dos 32 aliados da OTAN de elevar os gastos com defesa para 5% do PIB até 2035.