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Propagação de epidemias em Gaza está 'fora de controle', afirma a OMS

De Wikinotícias

16 de outubro de 2025

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Nessa quinta (16), a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que a disseminação das epidemias na Faixa de Gaza está "fora de controle", ao passo que apenas 13 dos 36 hospitais da região operam parcialmente.

Em uma entrevista à AFP na quarta-feira, Hanan Balkhi, diretora regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental, afirmou que o sistema de saúde em Gaza foi "desmantelado" e que a magnitude da tarefa é "colossal".

"A propagação de doenças infecciosas ficou fora de controle, seja meningite ou síndrome de Guillain-Barré — doença rara na qual o sistema imunológico do paciente ataca os nervos periféricos —, diarreias, doenças respiratórias", afirmou.

Após dois anos de conflito, a Faixa de Gaza, sitiada por Israel, se encontra em uma situação de desastre humanitário. A guerra teve início em 7 de outubro de 2023, em decorrência de um ataque sem precedentes do movimento islamista palestino Hamas contra Israel.

De acordo com informações da OMS, a cidade de Gaza depende atualmente de oito centros de saúde que operam de forma parcial e todos estão sem equipe médica "para fornecer cuidados críticos". No norte de Gaza, existe apenas um centro disponível.

Segundo informações da OMS, há apenas oito centros de saúde em operação na Cidade de Gaza, todos funcionando parcialmente, enquanto no norte da cidade há apenas um centro em funcionamento. A falta de pessoal resulta na suspensão de muitos serviços essenciais.

Balkhi destacou que a reconstrução do setor de saúde de Gaza demandará bilhões de dólares e décadas de esforço, ressaltando a dificuldade de avaliar os danos totais em razão das constantes restrições de circulação e das rápidas alterações nas condições.

De acordo com informações da ONU, desde 7 de outubro de 2023, houve mais de 800 ataques a estabelecimentos de saúde. Balkhy também manifestou preocupação em relação às crianças nascidas nos últimos dois anos, das quais muitas, segundo se acredita, não receberam vacinas infantis fundamentais.

Um relatório da OMS divulgado no começo deste mês mostrou que, dos 167.376 feridos de guerra desde outubro de 2023, um em cada quatro apresenta deficiências permanentes, sendo que crianças constituem um quarto dos feridos.

A agência declarou que as demandas por saúde mental em Gaza mais que dobraram, porém os serviços disponíveis são drasticamente insuficientes.

Fontes