Projeção de analistas para 2011 é de mais inflação e alta de juros

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Agência Brasil

1 de março de 2010

Brasil

Analistas do mercado financeiro esperam mais inflação e juros mais altos em 2011. Segundo o boletim Focus, divulgado hoje (1º) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no próximo ano subiu de 4,50% para 4,53%, depois de 86 semanas mantida estável.

Para 2010, foi a sexta semana seguida de projeção de alta para o índice oficial de inflação e agora é de 4,91%, contra 4,86% previstos na semana passada.

A projeção para o IPCA neste ano continua a se distanciar do centro da meta de inflação de 4,5%, com margem dois pontos percentuais para mais ou para menos. Essa meta é válida para este ano e 2011.

Apesar disso, os analistas não esperam que o BC, responsável por perseguir a meta de inflação, comece a aumentar os juros já na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para os dias 16 e 17 deste mês. Atualmente a Selic está em 8,75% ao ano. Ao final do ano, entretanto, a projeção é de 11,25%, a mesma do boletim anterior.

A projeção para a Selic (a taxa básica de juros da economia), instrumento do BC para controlar a inflação, passou de 11% para 11,25% ao ano, ao fim de 2011.

A estimativa dos analistas para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) para este ano passou de 5,58% para 5,70%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa também subiu: de 5,30% para 5,86%, em 2010.

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), por sua vez, caiu de 5,26% para 5,17%. Para 2011, a estimativa para esses índices – IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe – permanece em 4,5%.

A expectativa dos analistas para os preços administrados permaneceu em 3,60%, em 2010, e em 4,50%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Quanto ao crescimento da economia neste e no próximo ano, os analistas não fizeram alterações nas projeções. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, permaneceu em 5,50% neste ano e em 4,50% em 2011.

Para o crescimento da produção industrial, neste ano, a estimativa passou de 8,41% para 8,60%. Os analistas também elevaram a estimativa para o próximo ano de 4,95% para 5%.

A projeção para a relação entre dívida líquida do setor público e o PIB permaneceu em 41,70%, neste ano, e caiu de 40,30% para 40%, em 2011.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) para este ano permaneceu em US$ 10 bilhões e foi ajustada de US$ 1,6 bilhão para US$ 2,8 bilhões, em 2011.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa para este ano permaneceu em US$ 50 bilhões e foi alterada de US$ 56,410 bilhões para US$ 57,890 bilhões, em 2011

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 38 bilhões, em 2010, e em US$ 40 bilhões, em 2011.

Fontes


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