Procurador-geral da República, Roberto Gurgel critica vazamentos de informações sobre Carlinhos Cachoeira e os defensores dos envolvidos do Mensalão

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Agência Brasil

9 de maio de 2012

Brasília, DF, Brasil — O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, classificou hoje (9) como “escandalosos” os vazamentos de informações sigilosas das operações Vegas e Monte Carlo, montadas para investigar o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar esquema de jogo ilegal e tráfico de influência.

Gurgel disse que já enviou pedido para que a direção da Polícia Federal apure o caso. “A lei impõe o sigilo porque temos uma série de interceptações telefônicas [transcritas no inquérito], mas agora não há dúvidas de que esses são uns dos casos mais escandalosos de vazamento”, afirmou.

O procurador-geral admite que a divulgação de dados investigados tem ocorrido com frequência, mas está incomodado com a situação atual. “Sempre temos esses casos, mas dessa vez se chegou a um absurdo”, reclamou Gurgel, em intervalo de sessão no Supremo Tribunal Federal (STF).

Gurgel fez um apelo para que essas restrições sejam respeitadas, apesar de grande parte das informações já terem circulado na imprensa. Para ele, não é possível liberar o acesso às informações sigilosas. “É preciso que se pare com essa coisa no país, de que sigilo é uma coisa para inglês ver, que é uma coisa que não deve ser observada”.

Polêmicas

Alvo de críticas por causa da postura que adotou diante das denúncias envolvendo as relações do empresário goiano Carlinhos Cachoeira com autoridades públicas, como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), Roberto Gurgel disse que há pessoas interessadas em desmoralizá-lo por causa do julgamento do mensalão. Para Gurgel, "é compreensível que algumas pessoas ligadas a mensaleiros tenham essa postura de querer atacar o procurador-geral".

O procurador-geral da República se referiu às criticas que recebeu por não ter apresentado, em 2009, denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Demóstenes Torres, cuja relação com o empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi flagrada pela Operação Vegas, da Polícia Federal. Cachoeira é suspeito de comandar uma rede de exploração de jogos ilegais e de traficar influência.

“O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. São pessoas que, na verdade, aparentemente, estão muito pouco preocupadas com a questão do desvio de recursos e a corrupção”, disse Gurgel, no intervalo da sessão desta tarde no STF. “São desvios de foco que eu classificaria, no mínimo, como curiosos”, completou.

Gurgel acredita que está em curso uma tentativa de imobilizá-lo para que não possa atuar devidamente tanto no caso Cachoeira e como no julgamento do mensalão, que deve ocorrer ainda este semestre. “É compreensível que algumas pessoas ligadas a mensaleiros tenham essa postura de querer atacar o procurador-geral e, até como já foi falado, atacar também ministros do STF com aquela afirmação falsa de que eu estaria investigando quatro ministros do Supremo”, desabafou.

Embora tenha evitado citar nomes de detratores do Ministério Público, Gurgel fez uma relação direta entre as acusações contra ele e o processo do mensalão. “Eu apenas menciono que há pessoas que já foram alvo do Ministério Público e que, agora, compreensivelmente, querem retaliar porque foram atacadas pelo MP e que têm notória relação com pessoas como réus do mensalão”.

Fontes

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