Primeiro-ministro do Lesoto foge para África do Sul após ameaças do Golpe de Estado e ser morto

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Thomas "Tom" Thabane.

Agência VOA

30 de agosto de 2014

O primeiro-ministro do Lesoto, Thomas Thabane, chegou à África do Sul após ocorrência de distúrbios na capital do país, Maseru. Na sua chegada ao território sul-africano, o primeiro-ministro afirmou que ocorreu golpe de estado após sequência ameaça de morte por militares e afirmou que a acção dos militares é um autêntico golpe de estado, por isso, decidiu fugir para a África do Sul depois de ter recebido informações de que era o alvo de ataque iminente possível tentativa de assassinato.

Em declarações à imprensa, entre elas a Voz da América (VOA), Thabane afirmou que a situação deriva de uma “indisciplina total” no seio do Exército, ao acusar que os incidentes eram obra de uma alta patente das Forças Armadas depois do governo ter decidido demiti-lo do cargo. Thabane indica que ele era o comandante do Exército e o tenente-general Kennedy Tlali Kamoli fora demitido e foi substituído pelo comandante, o brigadeiro Maaparankoe Mahao.

Thabane disse também que dispunha de informações de que aquele oficial, tinha o apoio politico de alguns dos seus colegas e referiu ainda que estava disposto a regressar ao seu país assim que tivesse garantias de que não seria alvo de assassinato. O político convidou os Estados-Membros da Comunidade de Desenvolvimento da África do Sul (SADC) para a ajuda na restauração da ordem (algo que já foi sinalizado da África do Sul). Além disso, Lesotho pertence ao Commonwealth e o observa desenvolvimento com preocupação.

Os militares do Lesoto se manifestaram frente acusações de Thabane e negaram a existência de um Golpe de Estado. Os miliares disseram que as movimentações de soldados se limitaram ofensiva para controlar um grupo de polícias (que tentaram armar uma facção politica), ao ocupar temporariamente todas as delegacias, que por vez, os militares do Exército já regressaram aos quarteis e que o país tinha regressado à normalidade. O exército negou que Thabane ter substituído tenente-general Kamoli por Mahao.

Além disso, o porta-voz do governo, Ramakhula Ramakhula comentou que não foi um golpe de Estado, mas apenas "um mal-entendido entre a polícia e os militares", o que levou a muitas polícias se revoltarem contra atitude do Exército, recorrendo ao confrontos armados.

No entanto, a situação do país africano não é muito clara. Testemunhas oculares desmentem versão dos militares e o porta-voz do governo, pois afirmam que só hoje verificaram trocas de tiros na capital Maseru e que grupos de soldados patrulham as ruas da capital depois de terem ocupado além as delegacias, os edifícios governamentais e cercado a residência oficial de Thabane,

Segundo o jornal do país, Lesotho Times, classificou os eventos de ontem e hoje como "[terra] sem lei". O mesmo jornal informa que Mahao foi suspenso por indisciplina e esperar por um julgamento perante ao tribunal militar. O jornal também informou a ele no sábado ataque madrugada por soldados foram cometidos, que ele sobreviveu ileso.

Já a polícia, acusou o Exército de invadir todas as delegacias (também conhecida como esquadras), confiscar os carros e expulsar ou obrigar todos as polícias saírem dos locais, onde vários criminosos que estavam à espera de seu julgamento, haviam sido liberados.

As reações internacionais foram imediatas. Para ex-colônias britânicas, mudança ilegal do governo não será tolerado pela Commonwealth, como foi dito da parte dos países, entre eles, o ministro sul-africano dos negócios estrangeiros afirmou que qualquer mudança anticonstitucional do governo do Lesoto não seria tolerada.

Fontes[editar]

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