Primeiro-ministro belga deixa o governo sem conseguir debelar crise

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

22 de dezembro de 2008

O rei dos belgas, Alberto II, aceitou o pedido de demissão do atual primeiro-ministro, Yves Leterme, que foi surpreendido pelo pedido de demissão do ministro da justiça Jo Vandeurzen, depois de ter sido acusado por um juiz de que o Governo tentou travar a decisão judicial que suspendia a venda do patrimônio belga do banco Fortis.

No domingo, Leterme descartou uma volta ao cargo, iniciando uma luta por sua sucessão entre os cinco partidos da coalizão. Ele estava no comando do governo desde março de 2008, quando conseguiu costurar um acordo entre vários partidos. Jean-Luc Dehaene, ex-primeiro-ministro no período 1992-99, surge como forte candidato para ocupar interinamente o cargo até a eleição parlamentar de junho de 2009.

Entretanto, políticos liberais da região flamenga têm restrições quanto à indicação de Dehaene, que assumiu a presidência do banco Dexia, rival do Fortis. Segundo a agência Reuters, a oposição de idioma holandês considera Dehaene esquerdista demais.

A Bélgica praticamente emenda uma crise na outra desde, principalmente devido à incapacidade do governo em mediar um acordo entre os partidos flamengos, que querem mais poderes para Flandres, e os valões (francófonos), que temem a fragmentação do país.

Fontes