Presidente do Equador ameaça renunciar se for provada ligação com as Farc

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Agência Brasil

18 de maio de 2008

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que vai renunciar se for comprovado algum vínculo entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (Farc). A informação é da BBC Brasil.

"Se eu tenho a menor relação com as Farc, como candidato ou como presidente, coloco à disposição do povo equatoriano e de toda América Latina meu cargo como presidente”, afirmou Correa ontem (17) em seu programa semanal de rádio, transmitido a partir de Lima, onde ele participou da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia.

Na última quinta-feira, a Interpol informou que a polícia colombiana não alterou os documentos que, de acordo com o governo da Colômbia, vinculam Correa e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, à guerrilha.

A denúncia foi feita a partir da análise de computadores apreendidos no ataque das Forças Armadas da Colômbia contra um acampamento das Farc, em território equatoriano. Na ocasião, foram assassinados Raul Reyes, da cúpula das Farc, e outros guerrilheiros.

O governo de Álvaro Uribe diz que nos documentos há registros de que as Farc financiaram parte da campanha eleitoral presidencial de 2006. Correa nega.

"Não estamos falando de dois compadres que brigaram, estamos falando do primeiro bombardeio na história da América Latina com bombas inteligentes a um país irmão. Pela primeira vez na América Latina, um conflito se exporta aos demais países", disse Correa pouco depois, desta vez em entrevista coletiva.

"Aqui, houve um agressor e um agredido, e em vez de pedir perdão, continuou uma campanha midiática irresponsável que nos vinculou às Farc", acrescentou. Correa disse que não dá importância às conclusões da Interpol.


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