Presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, diz que crise do Senado não vai atingir a Câmara

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Agência Brasil

4 de agosto de 2009

Brasília, Distrito Federal, Brasil


O Presidente da Câmara dos Deputados, e Presidente licenciado do Democrático Brasileiro, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), disse ontem que a crise que o Senado está vivendo em função das denúncias contra o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), não vai contaminar os trabalhos da Câmara. Segundo ele, a Câmara está trabalhando regularmente, está votando e vai continuar votando matérias, assim como fez nos meses de maio e junho. “Não haverá nenhuma paralisação na Câmara. Vamos continuar votando”, afirmou.

Em relação a uma possível representação que o PMDB fará ao Conselho de Ética contra o senador Arthur Vírgilio (AM), líder do PSDB e um dos principais críticos de Sarney, Temer informou que a presidente em exercício do partido, deputada Iris Araújo (GO), tem dito a ele que está aguardando uma representação dos senadores peemedebistas. “Uma representação dos senadores, vindo ao partido, é muito provável que o PMDB venha representar [contra Arthur Vírgilio]”.

Perguntado se o PMDB mantém apoio integral ao senador José Sarney, o deputado Michel Temer, que é presidente licenciado do partido, evitou fazer qualquer afirmação nesse sentido e preferiu afirmar que o senador Sarney está tomando todas as providências que entende convenientes para resolver as questões no Senado.

“Seguramente os senadores vão sentar em determinado momento, embora eu não possa dar palpite sobre isto, mas acho que os senadores, os vários partidos que têm assento na Casa hão de sentar, em dado momento, para resolver esse impasse que lá se criou. Eu pelo menos espero que seja assim, porque é útil para a instituição, mais talvez do que para o senadores”, disse Temer. Segundo ele, para resolver essa situação é preciso “conversa e diálogo”, disse Michel Temer.

Apoio

Temer negou hoje que o texto publicado ontem no site do partido tenha sido uma nota de apoio ao presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP). “A carta não tem nada a ver com a situação do Senado. Até lamento que seja assim o entendimento, porque não tem nada a ver com a situação presente. Trata-se de uma resposta a uma revista.”

O texto foi assinado pela presidente em exercício do PMDB, deputada Iris Araújo (GO), e pelo presidente licenciado do partido. Segundo Temer, é uma carta a uma revista de grande circulação, justificando as posições do partido ao longo do tempo.

“A carta tem o objetivo de preparar uma convenção nacional, que vamos fazer no ano que vem, onde vamos buscar a unidade. Precisamos que o PMDB, ao tomar uma posição numa ou em outra direção, tenha o máximo de unidade. Ela não se dirige ao presente, ela se dirige ao futuro do partido", explicou.

Perguntado se o documento seria uma espécie de recado aos dissidentes do partido, que tem criticado o presidente do Senado, como o senador Pedro Simon (PMDB-RS), Temer disse que a carta visa a buscar o máximo de unidade nacional na legenda e que ela não tem nada a ver com Simon. “Foi uma forma de dar as razões pelas quais o PMDB ao longo do tempo tem apoiado vários governos."

Temer reafirmou que o documento não é uma nota oficial do partido e se trata de carta resposta do PMDB à revista, que em edição recente criticou o partido pelos apoios que ele tem dado aos vários governos. "Não é uma nota. É uma carta em resposta à revista, justificando a posição política do PMDB e também com o objetivo de preparar a convenção nacional do partido para reunir o máximo de unidade.”

Fontes


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