Presidência guineense considera falsas acusações de ameaça a deputado e jornalistas

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18 de março de 2021

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O Presidente da Guiné-Bissau nega acusações do deputado Marciano Indi que revelou ter sido ameaçado por Úmaro Sissoco Embaló. A Presidência refuta também que o Chefe de Estado tem intimidado jornalistas.

Embaló, que ontem não quis falar do assunto, refuta as acusações do deputado do APU-PDGB, em como teria lhe advertido que “se desafiasse a sua autoridade seria espancando”.

"Somos obrigados a informar a opinião pública que, tais acusações, devem fundar-se em provas indiciárias e consistentes, não em suposições ou rumores", diz o Gabinete da Comunicação do Presidente da República, em referência a acusações de intimidar jornalistas, feitas por associações da classe.

A nota acrescenta que “a Guiné-Bissau é um Estado que garante e salvaguarda os direitos de liberdade e bem como os direitos económicos, sociais e culturais, com tribunais independentes e com a Administração subordinada ao princípio da legalidade”.

A Presidência lembra ainda que "cabe aos tribunais administrar a justiça, não ao Presidente da República, isto é, compete aos juízes assegurar a defesa dos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, reprimir a violação da legalidade e dirimir os conflitos de interesses públicos”.

A assessoria de Úmaro Sissoco Embaló diz ainda que o Presidente "instruiu pessoalmente às autoridades competentes a investigar exaustivamente os ataques”, ao mesmo tempo que repudia “as falsas afirmações que estão a ser veiculadas nos órgãos de comunicação social”.

No dia 11 de Março, em entrevista à VOA, o jornalista António Aly Silva responsabilizou directamente o Presidente da República pelo seu sequestro e espancamento no passado dia 9 "porque a única pessoa a ameaçar-me é ele​".

Na sexta-feria, 12, testemunhas que assistiram à tentativa de sequestro, seguida de espancamento do jornalista Adão Ramalho, quando cobria o regresso a Bissau do presidente do PAIGC e antigo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, disseram que homens da Presidência foram os responsáveis pelo ataque.

Ontem foi a vez do deputado do APU-PDGB, Mariano Indi, a denunciar uma tentativa de rapto por homens da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), em Safim, onde ele mora, que se deslocaram em carros da Presidência e da corporação.

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