Preços gerais da economia brasileira fecham o ano com alta de 11,30%

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Economia e negócios

Agência Brasil

6 de janeiro de 2011

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), fechou o ano com alta de 11,30%. Em dezembro, a variação foi de 0,38%, menos intensa do que no mês anterior, quando a taxa havia sido de 1,58%.

Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV. O IGP mede o comportamento de preços em geral da economia. Segundo a FGV, disponibilidade interna é a consideração das variações de preços que afetam diretamente as atividades econômicas no país.

Dos três componentes do IGP-DI, apenas o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que responde por 10%, apresentou aumento na taxa na passagem de um mês para o outro, de 0,37% para 0,67%. Tanto o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que corresponde a 60% da taxa global e passou de 1,98% para 0,21%, quanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-DI e diminuiu de 1% para 0,72%, tiveram altas menos intensas em dezembro.

No caso do IPA, o resultado foi influenciado pela queda em alimentos processados (de 4,67% para –0,47%) e pelo decréscimo em materiais e componentes para a manufatura (de 1,41% para 0,67%); além de bovinos (de 11,05% para -4,08%); soja (de 8,62% para 1,96%) e milho (de 11,73% para 0,90%).

No IPC, houve diminuição nas taxas de quatro das sete classes de despesa que o compõem, sendo a principal observada no grupo alimentação (de 2,27% para 1,43%). Ficaram mais baratos ou subiram com menos intensidade os preços das carnes bovinas (de 10,71% para 2,71%), das frutas (de 3,95% para 2,32%) e do arroz e feijão (de -1,25% para -4,77%).

Também tiveram redução as taxas de vestuário (de 1,01% para 0,80%), habitação (de 0,43% para 0,29%) e transportes (de 0,69% para 0,59%).

Por outro lado, subiram os preços de despesas diversas (de 0,31% para 0,51%), saúde e cuidados pessoais (de 0,39% para 0,53%) e educação, leitura e recreação (de 0,34% para 0,37%).

A alta do INCC em dezembro foi puxada pela elevação do custo da mão de obra (de 0,55% para 1,28%). Já materiais e equipamentos (de 0,15% para 0,05%) e serviços (de 0,38% para 0,24%) tiveram redução.

Fontes

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati