Ir para o conteúdo

Plano para adaptação da saúde às mudanças climáticas reúne primeiros apoios e verbas na COP30

De Wikinotícias

14 de novembro de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Nessa quinta (13), o Plano de Ação de Belém para a Adaptação do Setor de Saúde às Mudanças Climáticas, foi debatido na COP30. Além das declarações de apoio, o plano já conseguiu os primeiros fundos reais para financiar as ações sugeridas.

Aproximadamente 40 países já expressaram apoio à iniciativa apresentada pelo governo brasileiro, que visa adaptar o setor de saúde às alterações climáticas. Este é o primeiro documento internacional de sua natureza a sugerir políticas públicas, especialmente no que diz respeito às populações mais vulneráveis.

A Wellcome Trust, uma organização filantrópica voltada para a saúde, anunciou um financiamento de aproximadamente US$ 300 milhões. Ademais, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial manifestaram seu apoio.

O relatório começa com o diagnóstico de que as mudanças climáticas já estão exercendo uma pressão considerável sobre os sistemas de saúde e afetando desproporcionalmente os países em desenvolvimento.

Fatores como fenômenos climáticos extremos, aumento do nível do mar e mudanças nos padrões de precipitação agravam as desigualdades e resultam em efeitos como a disseminação de doenças sensíveis ao clima, aumento da mortalidade por calor extremo, deterioração da qualidade do ar e insegurança alimentar e hídrica.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que esteve em Belém na quinta-feira para anunciar a iniciativa, o projeto já conta com mais de 80 apoios de governos, empresas e organizações da sociedade civil.

Por enquanto, o montante arrecadado para dar início ao projeto é modesto em relação à grandeza da ambição. Um conjunto de 35 entidades filantrópicas, entre elas Wellcome Trust, Gates Foundation e Bloomberg Philanthropies, arrecadou US$ 300 milhões para a iniciativa.

O plano se baseia em três pilares: vigilância epidemiológica, apoio a grupos mais vulneráveis e pesquisa/ciência. O projeto de adesão voluntária não está diretamente vinculado à agenda oficial de negociações da COP30. No entanto, existe a chance de que seja mencionado em algum documento decisório da conferência.

O objetivo é que a estrutura estabelecida para o Plano de Ação em Saúde de Belém possa auxiliar no Objetivo Global de Adaptação, que é um mecanismo presente nas negociações da COP30. O objetivo é que o plano seja realmente integrado às conferências climáticas até a COP33, em três anos.

De acordo com o ministro, as mudanças climáticas já estão impactando os índices de saúde globalmente.