Peru acusa na Unesco o Greenpeace pelos danos que causou nas Linhas de Nazca e anuncia processo

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Linhas de Nazca.

Agência Brasil

13 de dezembro de 2014

Peru

Mediante uma carta, Diana Álvarez, ministra de Cultura do Peru, expressou à Magaly Robalino, representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Peru, a "profunda preocupação" que havia causado a colocação das letras gigantes por parte do Greenpeace junto ao Colibrí, uno dos geoglifos mais conhecidos das Linhas de Nazca, localizadas no departamento de Ica.

"Greenpeace ingressou ao sítio arqueológico sem autorização, aproveitando a oscuridade da noite e caminhando sem os implementos de proteção necessários, até chegar ao geoglifo conhecido mundialmente como o Colibrí", destaca o documento. Álvarez informou que, de acordo à Procuradoria e a Polícia, se confirmaram "os graves danos causados ao entorno do geoglifo em uma área de 1600 metros quadrados".

Me dirijo a você para expressar-lhe minhas saudações mais cordiais e assim mesmo nossa mais profunda preocupação pessoal e institucional respeito aos graves feitos realizados pela ONG Greenpeace nas Linhas e Geóglifos de Nasca e Pampas de Jumana, sítio inscrito na Lista do Patrimônio Mundial de UNESCO em 17 de dezembro de 1994.

Diana Alvarez

Segundo se nota o terreno de 1600 metros quadrados já havia [sido] marcado de maneira irreparável seguindo a rota que os ativistas usaram para acessar o Colibrí. Em meio das fortes críticas e a indignação que havia causado a ação, Kumi Naidoo, diretor do Greenpeace, chegou a Lima para se reunir com autoridades peruanas. "Faremos tudo o necessário para sanar o problema", disse ele.

"Ele havia exortado a população para que colaborem com a identificação dos responsáveis e, também, havia-se iniciado as ações legais ante as autoridades correspondentes a fim que apliquem as sanções de lei aos que resultem diretamente responsável", destacou o diretor.

O cartaz, que dizia em inglês “Time for Change! The Future is Renewable!” (“[É o] Tempo pela Mudança! O Futuro é Renovável!”) era dirigido aos líderes que participaram na XX Conferência sobre as Alterações Climáticas (COP20) em Lima para por fim ao uso de combustíveis fósseis. Os incidentes foram documentado pela própria Greenpeace através das fotografias e vídeos da preparação. A organização ambientalista Greenpeace em resposta se desculpou, alegando que não causou danos às Linhas de Nazca, havia garantido que a intervenção realizou-se "com extremo cuidado".

No entanto, desencadeou uma forte rejeição por parte das autoridades do Peru. Integrantes do governo peruano rejeitaram os pedidos de desculpas. Anteontem (11), o vice-ministro da Cultura, Luis Jaime Castillo, ter recusado o pedido de desculpa de um representante da Greenpeace. “Não aceitamos as desculpas. Eles não aceitam os danos causados”, disse o vice-ministro da Cultura, depois de ter recebido o porta-voz da Greenpeace.

O presidente Ollanta Humala, que disse ontem (12) que o Governo do País (Estado) vai processar Greenpeace por invasão ao monumento arqueológico Linhas de Nazca, exigindo um pedido de desculpas à ONG.

Espero que haja um pedido de desculpa, à margem das ações que os ministérios da Cultura e da Justiça estão promovendo

Ollanta Humala, na televisão pública do Peru.

Esta é a primeira reação do chefe de Estado do Peru, depois de alguns ativistas da Greenpeace terem feito, na última segunda-feira (8), nas Linhas de Nazca, uma manifestação de alerta sobre as alterações climáticas. A ação ocorreu em área estritamente proibida, ao lado da figura de um beija-flor, onde colocaram letras gigantes de tecido amarelo, segundo informações do Ministério da Cultura do Peru.

A violação da Lei sobre a Proteção do Patrimônio Cultural é pago por até oito anos de prisão. Em 1994, a UNESCO declarou Patrimônio da Humanidade as Linhas de Nazca, da época pré-inca. "Os geoglifos representam criaturas vivas, vegetais estilizados, seres fantásticos e figuras geométricas de vários quilômetros de comprimento. Supõe-se que tiveram uma função ritual vinculada à astronomia", diz a Unesco em seu página web.

Patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura desde 1994, as Linhas de Nazca, com mais de 2 mil anos, são representações de figuras de diferentes complexidades, que vão desde simples linhas até imagens de animais e plantas, no Deserto de Nazca, no Peru.

Fontes[editar]

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