Partidos de oposição vão ao STF para tentar barrar votação da MP da Eletrobras

19 de maio de 2021

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Líderes da Oposição entraram nesta quarta-feira (19) com duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a votação da medida provisória que viabiliza a privatização da Eletrobras (MP 1031/21). Além dos dois mandados de segurança, foi ajuizada uma petição. A votação da MP está marcada para a tarde de hoje.

Os mandados de segurança tratam do rito de análise das MPs. O primeiro argumenta que, das 31 MPs em vigor, 15 foram editadas antes da MP da Eletrobras, tendo, portanto, preferência na votação. “Queremos que seja respeitada a ordem de registro temporal das MPs. Somos contra MP fura-fila”, disse o líder do PT, deputado Bohn Gass (RS).

O segundo mandado de segurança pede ao STF que ordene ao Congresso que todas as MPs em tramitação passem inicialmente por comissões mistas, como prevê a Constituição. O argumento é que, desde o início da atual sessão legislativa, em fevereiro, as comissões da Câmara e o Senado estão funcionando normalmente.

Os partidos fizeram ainda uma petição ao ministro Alexandre de Moraes, relator de duas arguições de descumprimento de preceito fundamental (ADPFs) que tratam do rito de medidas provisórias durante a pandemia.

Em março do ano passado, Moraes deferiu liminar para autorizar a análise das MPs diretamente no Plenário. Mas, segundo a oposição, ele condicionou a medida à existência de estado de emergência em saúde pública e estado de calamidade pública. Este último já não está mais em vigor desde 1º de janeiro.

“Uma das duas condições cumulativas já não vige mais", disse o líder da Oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

A estratégia da oposição para barrar a votação da MP 1031/21 foi apresentada há pouco, em entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara. Os deputados criticaram a privatização da Eletrobras e adiantaram que vão usar todos os instrumentos para evitar a votação da matéria. “Vamos fazer uma dura luta no Plenário”, adiantou o deputado Renildo Calheiros (PE), líder do PCdoB.

Fontes