Parlamento Europeu deve congelar acordo comercial com Estados Unidos em retaliação às ameaças de Trump
20 de janeiro de 2026
Nessa terça (20), líderes parlamentares europeus sugeriram que o Parlamento Europeu deve suspender o acordo comercial estabelecido entre a União Europeia e Estados Unidos no ano anterior.
De acordo com Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu (Grupo S&D), os grupos políticos da Casa estão em "consenso" quanto à medida, que seria uma reação às recentes ameaças do presidente americano Donald Trump sobre a anexação da Groenlândia, território autônomo vinculado à Dinamarca.
Espera-se que a formalização da suspensão do tratado ocorra na quarta-feira, dia 21. Trump declarou que pretende impor uma tarifa de 10% sobre oito países europeus se eles se opuserem ao plano dos Estados Unidos de adquirir a ilha.
"A partir de 1 de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos Estados Unidos da América. Em 1 de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%", afirmou o presidente em uma postagem no Truth Social.
Após aprovação no Parlamento Europeu e nos governos dos Estados-membros, o acordo começaria a valer entre os meses de março e abril deste ano. De acordo com o acordo assinado em julho passado, Washington impôs tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos europeus, enquanto a Europa reduziu alguns impostos sobre as importações americanas.
No sábado, poucas horas após Trump ameaçar aplicar tarifas sobre países que se opõem à aquisição da Groenlândia, Manfred Weber, um proeminente membro alemão do Parlamento Europeu, argumentou que "a aprovação não é possível nesta fase".
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Parlamento Europeu congela acordo com EUA em retaliação a Trump — G1, 20 de janeiro de 2026
- ((pt)) Parlamento Europeu suspende acordo com EUA em resposta às ameaças de Trump — Veja, 20 de janeiro de 2026

