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Paquistão pede negociação e diz que ajudará no diálogo entre Estados Unidos e Irã

De Wikinotícias

16 de abril de 2026

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Nessa quinta (16), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, declarou que o país seguirá promovendo o diálogo entre Irã e Estados Unidos.

Andrabi acrescentou que ainda não foram estabelecidas datas para uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e Irã. "É imprescindível que as partes continuem a cumprir seu compromisso com o cessar-fogo", afirmou o porta-voz durante a coletiva de imprensa semanal.

Teerã e Washington não conseguiram alcançar um acordo no último fim de semana para encerrar o conflito. O ataque surpresa dos Estados Unidos em 28 de fevereiro provocou disparos iranianos contra os países do Golfo e incentivou um conflito paralelo no Líbano.

A reunião acontece no mesmo dia em que o presidente Donald Trump declarou que os líderes de Israel e Líbano discutirão ainda hoje sobre a possibilidade de um cessar-fogo entre os dois países. Não ficou explícito a quais líderes Trump estava aludindo.

O bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos prosseguiu, com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciando que o governo Trump aumentaria as sanções econômicas contra o Irã. Novas sanções seriam impostas a países que mantêm relações comerciais com o Irã, caracterizando essa ação como "equivalente financeiro" de uma campanha de bombardeio.

A Casa Branca anunciou que as futuras conversas com o Irã devem acontecer em Islamabad, capital do Paquistão, apesar de ainda não haver uma decisão sobre a retomada das negociações. Após acolher as negociações diretas entre os Estados Unidos e Irã em Islamabad, o Paquistão se destacou como um mediador essencial.

Em um novo desdobramento do conflito, Trump publicou na noite de quarta-feira no Truth Social que os líderes de Israel e Líbano se reuniriam no dia seguinte para tentar negociar um cessar-fogo. As primeiras conversas diretas entre os dois países em décadas terminaram no dia anterior em Washington sem um acordo.

Fontes