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Países da União Europeia pedem máxima contenção em conflito com o Irã

De Wikinotícias

2 de março de 2026

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Nesse domingo (1), os 27 países da União Europeia solicitaram "máxima contenção" e total observância do direito internacional no conflito com o Irã e em toda a região do Oriente Médio, afirmou Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia.

"Apelamos à máxima contenção, à proteção dos civis e ao pleno respeito pelo direito internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o direito internacional humanitário", declarou Kallas em uma declaração representando todos os países membros da União Europeia.

A declaração foi feita após uma videoconferência de emergência dos ministros das Relações Exteriores da União Europeia no domingo (1). A reunião foi convocada após os ataques militares dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que respondeu com ataques contra Israel, forças americanas e países do Golfo.

"Os ataques do Irã e a violação da soberania de vários países da região são imperdoáveis. O Irã deve abster-se de ataques militares indiscriminados", declarou o comunicado da União Europeia.

"Tomaremos as medidas necessárias para defender os nossos interesses e os dos nossos aliados na região. Tal poderá incluir, se necessário, a adoção de medidas defensivas militares proporcionadas para destruir a capacidade do Irão de lançar mísseis e drones na sua origem", pode ser lido no comunicado conjunto divulgado pelos três países: Alemanha, França e Reino Unido (E3).

Os líderes das três nações afirmam estar "chocados com os ataques indiscriminados e desproporcionais com mísseis lançados pelo Irão contra países da região, incluindo aqueles que não estão envolvidos nas operações militares iniciais dos Estados Unidos e de Israel". Por esse motivo, pedem a Teerão que "cesse imediatamente os ataques imprudentes", que "estão a ameaçar o pessoal militar e civil (do E3) em toda a região".

Berlim, Paris e Londres consideram a possibilidade de deixar de ser apenas espectadores. "Concordámos em cooperar com os Estados Unidos e os nossos aliados na região nesta matéria", afirma também o comunicado divulgado pelo governo alemão.