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Países começam a intensificar a deportação de refugiados afegãos

De Wikinotícias

3 de maio de 2026

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Governos de todo o mundo começaram a intensificar a deportação de refugiados afegãos para seu país de origem, mas ONGs temem que essas pessoas possam sofrer com insegurança alimentar e violência no seu país-natal. Há uma preocupação ainda maior com mulheres e meninas, que enfrentam restrições cada vez mais severas, como a falta de acesso à Saúde e Educação.

O Paquistão e o Irã intensificaram a deportação em massa desde 2023, mas o número mais expressivo foi registrado em 2025. Esses países alegam que não têm recursos financeiros para lidar com milhões de migrantes afegãos, um número estimado entre 5 e 10 milhões de pessoas. Mais de 4 milhões já foram deportadas por esses dois países desde 2023.

Na Europa, a União Europeia enviou um representante ao Afeganistão semanas atrás, mas a iniciativa causou reações diversas, inclusive críticas de que isso poderia legitimar o governo do grupo terrorista Talibã, que assumiu o controle do país após um golpe de estado. "Será que a tentativa da Europa de deportar afegãos legitimará o Talibã?", perguntou o Info Migrants, um portal mantido por três importantes veículos de comunicação europeus: France Médias Monde (France 24, Radio France Internationale, Monte Carlo Doualiya), a emissora pública alemã Deutsche Welle e a agência de notícias italiana ANSA.

Segundo a Cruz Vermelha, no Afeganistão pelo menos 17 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar, incluindo cerca de 5 milhões em níveis de fome extrema, à beira de uma situação de fome extrema, e os afegãos deportados agora retornariam a um país incapaz de garantir direitos básicos, como acesso à alimentação, segurança e saúde.

Fontes