PF e CEF orientadas por Ministério da Fazenda podem ter sido responsáveis pela quebra do sigilo do caseiro

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21 de março de 2006

Brasil

Segundo as últimas informações divulgadas pelos jornais e na internet, a operação para a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa pode ter sido uma operação que contou com a participação de quadros da Polícia Federal (PF), da Caixa Econômica Federal (CEF) orientados por alguém de dentro do Ministério da Fazenda.

Depois de seu depoimento para a CPI dos Bingos - terminado prematuramente por causa de uma liminar do senador governista Tião Viana (PT) - o caseiro Francenildo foi à Polícia Federal a fim de inscrever-se no programa de proteção a testemunhas. Nessa ocasião, o caseiro entregou para a PF seus documentos, inclusive o seu cartão bancário da CEF. Segundo a PF este procedimento é praxe do orgão quando oferece proteção a testemunhas.

Da PF os dados pessoais do caseiro teriam supostamente sido enviados a CEF. Na CEF, segundo a Folha de S. Paulo, um funcionário que ocupa cargo de chefia teria dado a ordem para acessar a conta do caseiro, através de um procedimento disponível apenas para o pessoal interno do banco. A informação teria então sido repassada para a PF e para a assessoria do Ministério da Fazenda. Daí os dados bancários do caseiro foram oferecidos para jornalistas da Revista Época que publicaram-no no weblog da revista.

A Polícia Federal nega ter tido oficialmente qualquer participação na operação de devassa da conta bancária de Francenildo. O Ministro da Justiça e a direção da PF disseram que o caso será investigado.

Segundo o Correio Braziliense, a PF e a CEF planejam uma versão comum para explicar como se deu a quebra do sigilo bancário do caseiro. Por enquanto ninguém quis assumir a responsabilidade pelo ocorrido, todos os orgãos envolvidos negam sua participação e acusam-se mutuamente.

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