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Orbán minimiza incursão de drones húngaros na Ucrânia

De Wikinotícias

29 de setembro de 2025

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Nessa segunda (29), o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e aliado do ditador russo Vladimir Putin, que sempre se opôs ao apoio da União Europeia à Ucrânia na guerra contra o Kremlin, aumentou a tensão diplomática com Kiev.

Orbán abordou as alegações da Ucrânia de que drones de reconhecimento húngaros invadiram o espaço aéreo ucraniano na sexta-feira (26) durante uma entrevista a um podcast.

Naquele momento, Peter Szijjarto, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, refutou a alegação e afirmou na rede social X que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está "perdendo a cabeça".

"A Ucrânia não está em guerra com a Hungria; está em guerra com a Rússia. Deveria se preocupar com os drones na sua fronteira leste", afirmou Orbán, conforme relatado pela agência Reuters.

"Vamos supor que eles tenham voado alguns metros para dentro [da Ucrânia], e daí?", afirmou Orbán no podcast Fighter’s Hour, criado por seu partido Fidesz.

"A Ucrânia não é um país independente. A Ucrânia não é um país soberano... Se nós, o Ocidente, decidirmos não dar a ela um único forint [moeda húngara], amanhã a Ucrânia poderá fechar", complementou.

Nos últimos meses, as relações entre Budapeste e Kiev se deterioraram, com a Hungria mantendo sua posição de bloquear a adesão da Ucrânia à União Europeia e mantendo os vínculos energéticos com Moscou, mesmo após a invasão em larga escala do Kremlin.

Orbán afirmou que Kiev já "perdeu um quinto de seu território" para a Rússia e que sua sobrevivência depende completamente do apoio ocidental. "É aí que a soberania acabou, e apoiamos o território restante", afirmou ele, acrescentando que a Hungria e a Ucrânia "podem discordar, mas não somos inimigas".

Na sexta-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou que drones "provavelmente húngaros" cruzaram a fronteira para realizar reconhecimento de instalações industriais, ao determinar uma investigação sobre o ocorrido.

Péter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores da Hungria, refutou prontamente as acusações, acusando Zelensky de "perder a cabeça com sua obsessão anti-húngara".