Operação contra o tráfico no Rio fecha Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá

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Agência Brasil

7 de junho de 2018

O fechamento da Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá por mais de 4 horas, nos dois sentidos, por medida de segurança, para uma operação do Comando Conjunto das Forças Armadas está provocando caos no trânsito dos bairros da Taquara, Freguesia e Pechincha, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, Brasil. Há reflexos diretos no acesso à Linha Amarela, que liga à Barra da Tijuca à Ilha do Fundão, que é uma opção para os motoristas. A outra opção, para quem sai da Barra da Tijuca e Jacarepaguá para o centro do Rio de Janeiro, é usar o Alto da Boa Vista.

Na zona oeste, estão cercadas as comunidades da Cidade de Deus, Gardênia Azul, Outeiro, Vila do Sapê, Parque Dois Irmãos e Morro da Helena, todas na região de Jacarepaguá. A ação envolve cerco, estabilização dinâmica da área e remoção de barricadas. Ao todo, 5.370 homens participam, sendo 4.600 das Forças Armadas, 420 da Polícia Militar e 350 da Polícia Civil.

A operação se estende ao Complexo do Lins, para onde são levados roubos de cargas e de carros, em uma área que se estende do Lins até a parte alta, na subida da Grajaú-Jacarepaguá. O Complexo do Lins é cercado por diversas favelas em suas encostas, sendo que já foram catalogadas mais de 12 comunidades. As mais conhecidas são Barro Preto, Barro Vermelho, Encontro, Bacia, Amor, Árvore Seca, Cachoeirinha, Cachoeira Grande e Gambá.

A PM está concentrada nas ruas Aquidabã, Lins de Vasconcelos e Cabuçu, principais acessos à comunidade, com a finalidade de bloquear possíveis rotas de fuga de criminosos.

A Polícia Civil faz a checagem de antecedentes criminais e cumpre mandados judiciais, condicionada às restrições constitucionais à inviolabilidade do lar.

Um balanço preliminar indica que foram apreendidas até agora, 18 pistolas, 3 fuzis, uma granada de mão e um criminoso foi morto em confronto com as forças de segurança.

Na operação, que conta com o maior efetivo das Forças Armadas desde a intervenção federal na segurança pública do Rio, são utilizadas retroescavadeiras e caminhões basculantes para derubar barreiras construídas pelo crime organizado. Também são utilizados banheiros químicos para dar suporte à ação. A ação não tem hora para terminar.

Atropelamento

Em nota, o Comando Militar do Leste informou que, nesta manhã (7 de junho), um soldado do Exército, motociclista militar, que participava da escolta de um dos comboios da operação das forças de segurança desencadeada hoje, morreu após colidir com uma pessoa que, a pé, cruzou subitamente a Avenida Brasil, altura da comunidade Parque União (Complexo da Maré).

Fontes

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