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OTAN busca entender retirada de 5.000 soldados dos Estados Unidos da Alemanha

De Wikinotícias

2 de maio de 2026

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Nesse sábado (2), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está colaborando com os Estados Unidos para entender os pormenores da decisão americana de repatriar 5.000 militares da Alemanha. Durante as tensões diplomáticas com o chanceler alemão Friedrich Merz (CDU, centro-direita), Donald Trump (Partido Republicano) ordenou o reposicionamento. De acordo com o Pentágono, a retirada das tropas dos Estados Unidos ocorrerá ao longo de um período de 6 a 12 meses.

Allison Hart, porta-voz da OTAN, declarou no sábado (2) que a aliança está "trabalhando com os Estados Unidos para entender os detalhes de sua decisão sobre a postura de força na Alemanha". O governo da Alemanha tentou minimizar a seriedade da ação de Trump. Caracterizou o reposicionamento como "antecipado" e como um aviso da importância de a Europa investir em sua própria segurança.

"Este ajuste ressalta a necessidade de a Europa continuar a investir mais em defesa e assumir uma parcela maior da responsabilidade por nossa segurança compartilhada", afirmou Hart em suas redes sociais. A porta-voz destacou que os aliados da OTAN avançaram desde que concordaram no ano passado em destinar 5% do PIB para a defesa, a fim de combater a crescente ameaça russa.

Oficiais dos Estados Unidos indicaram que uma equipe de combate de brigada do exército, já posicionada na Alemanha, poderia ser retirada. O envio previsto de um batalhão de artilharia de longo alcance para o país seria cancelado. Outras forças possivelmente estariam envolvidas na realocação.

Após os Estados Unidos anunciarem a retirada de aproximadamente 5.000 soldados do país europeu em 2027, Alemanha e OTAN defenderam no sábado, dia 2, o fortalecimento da autonomia de defesa da Europa. Esse número equivale a aproximadamente 15% dos 35 mil soldados americanos que estão na Alemanha.

A decisão divulgada pelo Pentágono na sexta-feira (1) constitui mais um revés nas relações transatlânticas, que vêm se deteriorando desde que Donald Trump voltou à Casa Branca no ano passado.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, minimizou a questão em entrevista à AFP: "Era de se esperar que as tropas americanas fossem retiradas da Europa, incluindo a Alemanha". "Precisamos assumir uma responsabilidade maior pela nossa segurança", declarou o ministro.

Fontes