OTAN avalia 'impedir' que russos e chineses tenham grande acesso à Groenlândia
27 de janeiro de 2026
Nessa segunda (26), o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, anunciou que ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceram dois "eixos de trabalho" para reduzir as tensões entre os Estados Unidos e União Europeia em relação ao território semiautônomo, sendo um deles sob a responsabilidade da OTAN.
"Basicamente, o que foi discutido na semana passada, o que no final concordamos, foram dois eixos de trabalho para o futuro: um eixo de trabalho é para a OTAN coletivamente, para assumir mais responsabilidade pela defesa do Ártico", afirmou Rutte aos integrantes do Parlamento Europeu.
"Portanto, uma das linhas de trabalho será ver qual a melhor forma de impedir que russos e chineses tenham mais acesso à região do Ártico... essa é uma das linhas de trabalho, e a OTAN está claramente no comando", disse.
De acordo com Rutte, o segundo eixo de trabalho, no qual a OTAN não pôde participar, foi a continuidade das conversas entre os Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia.
Trump adverte sobre perigos navais russos e chineses, porém, informações de monitoramento de navios e autoridades militares dinamarquesas garantem que nenhuma dessas embarcações se encontra, no momento, próxima à Groenlândia.
A OTAN não considera que haja uma ameaça iminente, porém está acompanhando de perto uma colaboração mais próxima entre Rússia e China. Apesar do crescimento das preocupações em relação à unidade e à credibilidade da OTAN, os aliados têm a possibilidade de ampliar sua presença no Ártico.
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Otan avalia 'impedir' que russos e chineses tenham grande acesso à Groenlândia — Universo Online, 26 de janeiro de 2026
- ((en)) Greenland: Trump forcing NATO to increase Arctic presence — DW, 26 de janeiro de 2026


