ONU diz que falta de acordo sobre o clima em Copenhague seria imperdoável

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Agência Brasil

23 de setembro de 2009

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse ontem (22) na abertura de uma cúpula sobre mudanças climáticas em Nova Iorque que seria “moralmente imperdoável” o mundo não chegar a um acordo sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa na reunião sobre o tema marcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca).

Ban convocou os países industrializados e em desenvolvimento a atuarem urgentemente para enfrentar o aquecimento do planeta. A falta de um acordo em Copenhague, segundo ele, teria altos custos políticos e econômicos. “O destino das gerações futuras e as esperanças e formas de subsistência de bilhões de pessoas estão literalmente em suas mãos”, discursou para líderes mundiais, de acordo com a agência de comunicação da ONU.

O presidente chinês, Hu Jintao, prometeu ampliar esforços para uso eficiente de energia - para que seja emitido menos carbono por unidade de energia gerada – e para reduzir as emissões de gases poluentes, de acordo com a BBC Brasil. Hu afirmou que a redução se dará em uma “medida importante” até 2020, mas não adiantou metas quantitativas. A China é atualmente o maior emissor de gases de efeito estufa.

Em seu discurso na cúpula sobre o clima, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que, por causa das perdas da crise econômica, os países terão mais dificuldade para chegar a um consenso sobre as medidas necessárias para enfrentar as mudanças climáticas até a reunião de Copenhague.

Obama disse que os Estados Unidos estão “determinados” a agir para conter o aquecimento global e irão assumir suas "responsabilidades" em relação ao tema.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu a criação de uma organização mundial para o meio ambiente, que tenha como principal tarefa o acompanhamento dos compromissos assumidos pelos países para reduzir os impactos das mudanças climáticas.


Não é suficiente ter êxito em Copenhague, falta alguém que vigie as consequências das decisões que serão tomadas na reunião. Hoje há cerca de 60 organizações e agências que se ocupam da mesma questão, somemos os esforços para criar uma Organização Mundial de Meio Ambiente
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Em Copenhague, os 192 países-membros da convenção da ONU sobre mudanças climáticas terão que definir um novo acordo climático para regular as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando expira o primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto.

Fontes

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