ONU critica uso crescente de execuções pelo Irã

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22 de junho de 2022

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O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou o crescente uso de execuções pelo Irã – inclusive entre crianças – em violação do direito internacional. O secretário-geral apresentou um relatório sobre a situação dos direitos humanos no Irã ao conselho de direitos humanos da ONU.

O secretário-geral deplorou o uso crescente de execuções e pena de morte em Teerã, dizendo que elas se baseiam em acusações que não representam os “crimes mais graves” e são incompatíveis com os padrões de julgamento justo.

A vice-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Nada Al-Nashif, que apresentou o relatório, disse que pelo menos 570 pessoas foram executadas nos últimos dois anos, muitas por acusações relacionadas a drogas. Entre os executados, disse ela, estão pelo menos 14 mulheres e mais de 100 pessoas pertencentes a grupos minoritários.

Al-Nashif condenou a execução de pelo menos duas crianças infratoras entre agosto de 2021 e março de 2022, em violação ao direito internacional. Ela disse que mais de 85 crianças infratoras permanecem no corredor da morte.

O relatório acusa o governo iraniano de manter um controle rígido sobre sua população por meio de medidas cada vez mais repressivas. Diz que o governo mantém o controle total por meio de legislação restritiva, uso de violência e violações generalizadas dos direitos humanos das pessoas.

O vice-representante permanente do Irã em Genebra, Mehdi Ali Abadi, denunciou o relatório como uma ferramenta política terrível e vergonhosa usada pelos Estados Unidos e Canadá contra seu país. Ele disse que o relatório era tendencioso e baseado em alegações falsas. Ele disse que o Irã está totalmente comprometido com a proteção e promoção dos direitos humanos e respeita suas obrigações internacionais.

Fontes[editar | editar código-fonte]