ONG quer mico-leão-dourado em medalha de ouro da Olimpíada 2016

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Agência Brasil

30 de setembro de 2015

A organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI) aprovou moção, durante o 8º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), encerrado na última sexta-feira (25), em Curitiba (capital do Paraná), para que o mico-leão-dourado, espécie só encontrada em uma área de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro, esteja em medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão na capital fluminense, a partir de 5 de agosto de 2016.

A campanha pelo mico-leão-dourado foi uma das 27 moções aprovadas no CBUC, considerado o maior evento da América Latina sobre meio ambiente e áreas protegidas. A proposta foi apresentada no congresso pelo vice-presidente da ONG mundial, Russell Mittermeier, e já foi comunicada aos comitês Olímpico Brasileiro (COB) e w:Comitê Olímpico Internacional (COI), que receberão formalmente o documento na próxima semana, informou hoje (30) à Agência Brasil o vice-presidente da CI Brasil, Rodrigo Medeiros.

Para Medeiros, um evento esportivo internacional, como a Olimpíada, é uma oportunidade para o Brasil divulgar causas que têm tudo a ver com a própria natureza do país. “Um país diverso, detentor de um das maiores florestas tropicais do planeta, com a maior biodiversidade do mundo”.

Há mais de 20 anos, o mico-leão-dourado era uma espécie ameaçada e prestes a desaparecer do planeta. “Todo o trabalho que foi feito nos últimos 25 anos para recuperar o habitat, a Mata Atlântica, para essa espécie que hoje está fora de ameaça e volta às matas brasileiras, tem tudo a ver. É uma mensagem superbacana”, disse. “O nosso mico-leão é um medalhista, porque é um vencedor também. Superou a ameaça de extinção”, acrescentou.

A campanha será lançada também na página da CI Brasil na internet, com o objetivo de atrair a adesão popular. Segundo Medeiros, o engajamento das pessoas é fundamental para que a campanha tenha sucesso. “É uma excelente oportunidade de a gente amplificar a mensagem do espírito olímpico, com a adoção de uma espécie bandeira que é superimportante para o Brasil, para atingir um número maior de pessoas”.

Campanha anterior foi feita pela ONG para que o muriqui, espécie de primata da Mata Atlântica, fosse escolhido como mascote da Rio 2016, mas não obteve êxito. Os mascotes escolhidos representam uma mistura de todos os bichos brasileiros, no caso da Olimpíada, e das plantas das flores do Brasil, no caso da Paralimpíada.

A diretora executiva da instituição promotora do 8º CBUC, Malu Nunes, defendeu aproveitar eventos como os Jogos Olímpicos para que temas importantes como o da proteção da biodiversidade brasileira sejam abordados. A ideia, segundo ela, é que a campanha em favor do o mico-leão possa resultar em ações que contribuam para a proteção da espécie. “Queremos aproximar a sociedade da causa, para que ela cobre das autoridades ações efetivas para conservação das espécies homenageadas”, disse.

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