OMS aponta que em 2021 três vezes mais vacinas foram vendidas, principalmente devido à covid-19

17 de novembro de 2022

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Cerca de 16 bilhões de doses de vacinas foram negociadas em 2021, quase três vezes o volume de 2019, que foi de aproximadamente 5,8 bilhões, reportou a OMS em seu Relatório Global do Mercado de Vacinas 2022, o primeiro relatório sobre o mercado global de vacinas desde o início da pandemia de covid-19, em princípios de 2020, e que foi divulgado no dia 09 passado.

O total pago aos laboratórios produtores alcançou US$ 141 bilhões, contra US$ 38 bilhões em 2019, reportou a Organização ainda.

Disparidades

Segundo o relatório, apesar do aumento da produção e venda, impulsionadas pela pandemia, ainda não há acesso equitativo às vacinas. A Organização usou o exemplo da vacina contra o HPV, que ajuda a prevenir o câncer de colo de útero, para explicar que ela foi introduzida em apenas 41% dos países de baixa renda, apesar da maioria dos casos das doenças causadas pelo HPV acontecerem nestes países. Em comparação, ela foi introduzida em 83% dos países de alta renda.

Os países produtores também mostram a disparidade existente, com a OMS relatando que a capacidade de fabricação em todo o mundo permanece altamente concentrada, com apenas dez fabricantes fornecendo 70% das vacinas (excluindo as contra a covid-19) e "várias das 20 vacinas mais usadas, com as contra o HPV, sarampo e rubéola, dependendo principalmente de dois fornecedores".

"A pandemia também expôs a necessidade de longa data de reconhecer as vacinas como um bem público fundamental e econômico e não como uma mercadoria", reforçou a OMS, apelando "aos governos, fabricantes e parceiros para que tomem medidas ambiciosas para garantir o acesso equitativo às vacinas e melhorar as respostas a futuras pandemias".

Fontes