Novo Diretor Adjunto da C.I.A. teve atuação importante na tortura de detidos

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2 de fevereiro de 2017

Como uma oficial clandestina na Central Intelligence Agency (CIA) em 2002, Gina Haspel supervisionou a tortura de dois suspeitos de terrorismo e mais tarde participou de uma ordem para destruir as fitas de vídeo documentando seus brutais interrogatórios em uma prisão secreta na Tailândia.

Na quinta-feira, Haspel foi nomeada vice-diretora da CIA. A nomeação de Haspel, uma veterana amplamente respeitada entre seus colegas, para a segunda colocação na CIA foi um sinal público raro de como, sob a administração de Trump, a agência está sendo liderada por funcionários que parecem ter uma visão mais de acordo com um de seus capítulos mais escuros do que seus predecessores imediatos.

Nos últimos oito anos, os líderes da CIA defenderam dezenas de funcionários da agência que participaram do programa de tortura agora proibido, mesmo que jurassem nunca retomar os mesmos métodos de interrogatório. Mas o presidente Donald Trump disse repetidamente que ele acha que a tortura funciona. E o novo chefe da CIA, Mike Pompeo, disse que as técnicas de "waterboarding" nem sequer constituem tortura, e são elogiados como "patriotas" aqueles que usaram tais métodos nos primeiros dias da luta contra a Al-Qaeda.

Haspel, que passou a maior parte de sua carreira secreta, certamente se enquadra na descrição do Sr. Pompeo. Ela desempenhou um papel direto no "programa de entrega extraordinária" da CIA, sob o qual militantes capturados foram entregues a governos estrangeiros e mantidos em instalações secretas, onde foram torturados por pessoal da agência.

O elogio para Haspel, apesar de seu papel na tortura de detidos, reflete a atitude ambivalente da agência para com aqueles que participaram no programa de interrogatório. O governo Bush declarou os métodos legais, e a visão dentro da CIA era que aqueles que usavam as técnicas estavam fazendo seu dever.

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