Nenhuma nova vítima de voo 447 é resgatada, mas barco francês avista supostos corpos

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Agência Brasil

12 de junho de 2009

Nenhuma nova vítima do acidente com o voo 447 da Air France foi resgatada desde a tarde de terça-feira (9), quando o total de corpos retirados do mar chegou a 41. Desde então, as condições meteorológicas vêm dificultando os trabalhos da Aeronáutica e da Marinha, reduzindo a visibilidade na área apontada como mais propensa para a localização dos corpos.

Hoje (11), o navio anfíbio francês Mistral, que chegou à região na terça-feira, avistou, de longe, o que oficiais franceses supuseram ser corpos boiando. “Ainda não há confirmação de que sejam mesmo corpos”, afirmou há pouco, em Recife, o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Borges Cardoso. Informações mais completas serão dadas às 19h de hoje.

Os primeiros tripulantes de navios brasileiros em ação na área de buscas também já começaram a ser substituídos. Segundo o brigadeiro, um helicóptero Black Hawk, que partiu na madrugada de hoje de Fernando de Noronha, levava militares que ficariam a bordo da fragata Bosísio. O navio estava a cerca de 40 quilômetros do arquipélago, com 25 corpos que foram içados por outro helicóptero, um Super Puma, e levados à ilha.

Em Fernando de Noronha, os corpos vão passar por um processo de pré-identificação realizado por peritos do Instituto Médico Legal de Recife e da Polícia Federal (PF).

De acordo com o brigadeiro, concluída a primeira parte do reconhecimento, a ideia inicial é que apenas 12 ou 13 dos corpos sejam levados para a capital pernambucana na tarde de sábado (13). Os demais seriam trasladados apenas domingo. Em Recife, eles se somariam aos 12 corpos que chegaram ontem (10) à noite à sede do IML, para que a identificação seja concluída.

Ainda segundo o brigadeiro, a corrente marítima que, até ontem, carregava os corpos e os destroços da aeronave para cada vez mais longe do território brasileiro, mudou de direção, voltando-se para terra firme. “Não posso dizer que ela [corrente marítima] seja boa, mas pelo menos não prejudica mais do que o que nós temos hoje em relação às distâncias que têm ser percorridas pelos aviões. Se ela se voltar um pouco mais para o Sul, aí sim será bom, porque nesta área há mais visibilidade.”

Dois representantes da Air France devem chegar ao Brasil neste domingo, mas o brigadeiro não soube dizer exatamente o que eles vêm fazer. Parte das 37 peças dos destroços recolhidos pela fragata Grajaú foram deixadas hoje, em Natal , e serão transportadas para Recife, onde ficarão à disposição das autoridades francesas responsáveis pela investigação das causas do acidente.


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