Navalny foi assassinado pelo governo Putin, revelam testes
18 de fevereiro de 2026

Alexei Navalny, o mais feroz inimigo do presidente russo Vladimir Putin, que morreu numa prisão em circunstâncias misteriosas em 16 de fevereiro de 2024, morreu por envenenamento. Ele já havia sido envenenado pelo agente intoxicante Novichok anos antes e teve que fazer um tratamento médico na Alemanha para se recuperar.
Em 2024 o Serviço Penitenciário Federal Russo disse em comunicado que Navalny se sentiu mal após uma caminhada dias antes e havia perdido a consciência. Posteriormente o governo Putin disse que a autópsia havia revelado que ele havia tido um infarto, o que sempre foi negado pela mulher do preso político, que vive exilada e escondida.
Na semana passada, os governos do Reino Unido, França, Alemanha, Holanda e Suécia emitiram um comunicado conjunto afirmando que testes feitos com amostras dos restos mortais de Navalny indicaram a presença de um veneno produzido pela rã-flecha, que vive na América do Sul e ao qual só o governo russo teria acesso. "Sabemos que o Estado russo utilizou esta toxina mortal para atingir Navalny, temendo a sua oposição", disseram as autoridades, se referindo à toxina epibatidina.
O governo Putin negou as acusações, mas a esposa do líder político disse que o assassinato está "comprovado pela ciência".
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[editar | editar código]Fontes
[editar | editar código]- Joint Statement by the UK, Sweden, France, Germany and The Netherlands on Alexei Navalny's death, Foreign, Commonwealth & Development Office
- Rússia "envenenou" Navalny, segundo relatório de cinco países europeus, Euro News


