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Número de mortos após chuvas em MG chega a 65; ainda há desaparecidos

De Wikinotícias

28 de fevereiro de 2026

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O número de mortos em alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra em Minas Gerais chegou ontem a 65, após novos corpos serem encontrados. 59 dessas mortes ocorreram em Juiz de Fora e seis em Ubá, e nas duas cidades ainda há duas pessoas desaparecidas em cada.

No dia 24, as fatalidades rondavam 40, mas ainda havia dezenas de desaparecidos.

Cerca de 5.400 pessoas chegaram a ficar desabrigadas ou desalojadas nas duas cidades, que receberão ajuda do governo federal através do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Meteorologia

As chuvas na Região Sudeste, incluindo grande parte de Minas Gerais e do Espírito Santo e nordeste de São Paulo, foram provocadas por uma área de baixa pressão atmosférica (ciclone extratropical) combinada a um canal de umidade vindo do Norte do país. As precipitações foram especialmente fortes na Zona a Mata de Minas, entre os dias 23 e 24, desencadeando o desastre na madrugada e manhã de 24 de fevereiro.

Em Juiz de Fora os acumulados chegaram a mais de 500mm em poucos dias, o equivalente à chuva de três meses em condições normais.

Vista de Juiz de Fora: 25% da população vivem em áreas montanhosas

Topografia

A topografia na Zona da Mata, área cercada por grandes montanhas, facilita a retenção da umidade constante vinda do Oceano Atlântico, cujas águas estão cerca de 3ºC mais quentes, segundo dados do portal Tempo - Meteored. O aquecimento global é parte desse problema, enfatiza o Meteored.

Essa umidade associada às questões meteorológicas específicas causou a saturação do solo, propiciando quedas de enormes barrancos que soterraram diversas casas em Juiz de Fora.

O declive do terreno também faz com que a água das chuvas escorra para leitos da água, piorando enchentes e alagamentos.

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